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Palavras de Emmanuel e André Luiz

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Espiritismo

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Endireitai os caminhos
 
“Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta
Isaías.” – João Batista. (João, 1:23.)
 
A exortação do Precursor permanece no ar, convocando os
homens de boa-vontade à regeneração das estradas comuns.
Em todos os tempos observamos criaturas que se candidatam
à fé, que anseiam pelos benefícios do Cristo. Clamam pela sua
paz, pela presença divina e, por vezes, após transformarem os
melhores sentimentos em inquietação injusta, acabam
desanimadas e vencidas.
Onde está Jesus que não lhes veio ao encontro dos rogos
sucessivos? em que esfera longínqua permanecerá o Senhor,
distante de suas amarguras? Não compreendem que, através de
mensageiros generosos do seu amor, o Cristo se encontra,
em cada dia, ao lado de todos os discípulos sinceros.
Falta-lhes dedicação ao bem de si mesmos. Correm ao encalço
do Mestre Divino, desatentos ao conselho de João: “endireitai
os caminhos”.
Para que alguém sinta a influência santificadora do Cristo, é
preciso retificar a estrada em que tem vivido. Muitos choram em
veredas do crime, lamentam-se nos resvaladouros do erro
sistemático, invocam o céu sem o desapego às paixões avassaladoras do
campo material. Em tais condições, não é justo dirigir-se a alma
ao Salvador, que aceitou a humilhação e a cruz sem queixas de
qualquer natureza.
Se queres que Jesus venha santificar as tuas atividades,
endireita os caminhos da existência, regenera os teus impulsos.
Desfaze as sombras que te rodeiam e senti-Lo-ás, ao teu lado,
com a sua bênção.
Emmnauel | Chico Xavier

 

Estás doente?
“E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levan-
tará.” – (Tiago, 5:15.)
 
Todas as criaturas humanas adoecem, todavia, são raros aque-
les que cogitam de cura real.
Se te encontras enfermo, não acredites que a ação medica-
mentosa, através da boca ou dos poros, te possa restaurar inte-
gralmente.
O comprimido ajuda, a injeção melhora, entretanto, nunca te
esqueças de que os verdadeiros males procedem do coração.
A mente é fonte criadora.
A vida, pouco a pouco, plasma em torno de teus passos aquilo
que desejas.
De que vale a medicação exterior, se prossegues triste, aca-
brunhado ou insubmisso?
 
De outras vezes, pedes o socorro de médicos humanos ou de
benfeitores espirituais, mas, ao surgirem as primeiras melhoras,
abandonas o remédio ou o conselho salutar e voltas aos mesmos
abusos que te conduziram à enfermidade.
Como regenerar a saúde, se perdes longas horas na posição da
cólera ou do desânimo? A indignação rara, quando justa e cons-
trutiva no interesse geral, é sempre um bem, quando sabemos
orientá-la em serviços de elevação; contudo, a indignação diária, a
propósito de tudo, de todos e de nós mesmos, é um hábito perni-
cioso, de conseqüências imprevisíveis.
O desalento, por sua vez, é clima anestesiante, que entorpece
e destrói.
 
E que falar da maledicência ou da inutilidade, com as quais
despendes tempo valioso e longo em conversação infrutífera,
extinguindo as tuas forças?
Que gênio milagroso te doará o equilíbrio orgânico, se não
sabes calar, nem desculpar, se não ajudas, nem compreendes, se
não te humilhas para os desígnios superiores, nem procuras har-
monia com os homens?
Por mais se apressem socorristas da Terra e do Plano Espiri-
tual, em teu favor, devoras as próprias energias, vítima imprevi-
dente do suicídio indireto.
Se estás doente, meu amigo, acima de qualquer medicação,
aprende a orar e a entender, a auxiliar e a preparar o coração para
a Grande Mudança.
 
Desapega-te de bens transitórios que te foram emprestados
pelo Poder Divino, de acordo com a Lei do Uso, e lembra-te de
que serás, agora ou depois, reconduzido à Vida Maior, onde en-
contramos sempre a própria consciência.
Foge à brutalidade.
Enriquece os teus fatores de simpatia pessoal, pela prática do
amor fraterno.
Busca a intimidade com a sabedoria, pelo estudo e pela medi-
tação.
Não manches teu caminho.
Serve sempre.
 
Trabalha na extensão do bem.
Guarda lealdade ao ideal superior que te ilumina o coração e
permanece convicto de que se cultivas a oração da fé viva, em
todos os teus passos, aqui ou além, o Senhor te levantará.
Francisco Cândido Xavier - Fonte Viva - pelo Espírito Emmanuel

 

DEVER E LIBERDADE

A disciplina é alicerce da vida.
A ordem é fundamento da Lei.
Quanto maior o primitivismo dos seres enfaixados no berço da evolução, com mais força
registramos semelhante princípio.
O minério, da gleba a que se acolhe, é transportado sem qualquer resistência para atender
às lides do progresso.
O verme arrasta-se no solo, cadaverizando-se nele de modo a fecundá-lo para que a se-
mente germine.
A árvore sofre o insulto da tempestade, produzindo sem exigência, em favor dos outros,
os frutos que não consome.
A ovelha cede a lã que lhe é própria ao reconforto alheio, tremendo ante o assalto do
frio.
Os elementos mais simples obedecem e auxiliam sem reclamar e todos eles, colados a-
inda à Terra, para ela se voltam humildes e submissos, representando crisálidas de
consciência em sua expressão fetal, no colo da natureza.
Todavia, o dever é diferente no homem, cuja cabeça se ergue dominadora na direção do
infinito.
De braços livres, não obstante chumbado à senda que perlustra, pode sentir e raciocinar,
mentalizar e escolher, calcular e decidir.
E porque o Supremo Senhor não gerou os filhos de Sua Sabedoria e de Seu Amor para
escravos de Sua Casa, concede-lhes a razão, com que se lhe agiganta o livre-arbítrio na
formação do próprio merecimento.
É por isso que, quanto mais elevado o degrau da criatura, mais ampla se lhe torna a
responsabilidade na plantação e na defesa do Bem.
Estejamos alertas no mundo de nós mesmos, procurando aprender e servir, nas bases do
amor puro e da humildade, de vez que todos nós, à luz do discernimento, dispomos de
liberdade para cumprir as obrigações que nos cabem perante a Lei, plasmando o direito ao Céu, a
começar de nós, ou para cultivar a rebeldia sistemática, pela qual arrasamos os talentos
divinos, gerando em nossas almas os agentes do desequilíbrio que equivale na vida ao martírio
infernal.
Emmanuel | Chico Xavier

 

 
 
Busquemos a eternidade
 
“... ainda que o homem exterior se corrompa, o interi-
or, contudo, se renova dia a dia.” Paulo. (2ª Epístola
aos Coríntios, 4:16.)
 
Não te deixes abater, ante as alterações do equipamento físico.
Busquemos a Eternidade.
Moléstias não atingem a alma, quando não se filiam aos remorsos
da consciência.
A velhice não alcança o espírito, quando procuramos viver
segundo a luz da imortalidade.
 
Juventude não é um estado da carne.
Há moços que transitam no mundo, trazendo o coração repleto
de pavorosas ruínas.
Lembremo-nos de que o homem interior se renova sempre. A
luta enriquece-o de experiência, a dor aprimora-lhe as emoções e
o sacrifício tempera-lhe o caráter.
O espírito encarnado sofre constantes transformações por
fora, a fim de acrisolar-se e engrandecer-se por dentro.
Recorda que o estágio na Terra é simples jornada espiritual.
 
Assim como o viajante usa sandálias, gastando-as pelo
caminho, nossa alma apropria-se das formas, utilizando-as na marcha
ascensional para a Grande Luz.
 
Descerra, pois, o receptor de teu coração à onda sublime dos
mais nobres ideais e dos mais belos pensamentos e aprendamos a
viver longe do cupim do desânimo, e nosso espírito, ainda mesmo
nas mais avançadas provas da enfermidade ou da senectude, será
como sol radiante, a exteriorizar-se em cânticos de trabalho e
alegria, expulsando a sombra e a amargura, onde estivermos.
Francisco Cândido Xavier - Fonte Viva - pelo Espírito Emmanuel

 


 

EXAMINEMOS A NÓS MESMOS
 
O dever do espírita-cristão é tornar-se progressivamente melhor.
Útil, assim, verificar, de quando em quando, com rigoroso exame pessoal, a nossa
verdadeira situação íntima.
Espírita que não progride durante três anos sucessivos permanece estacionário.
Testa a paciência própria: - Estás mais calmo, afável e compreensivo?
Inquire as tuas relações na experiência doméstica:
- Conquistaste mais alto clima de paz dentro de casa?
Investiga as atividades que te competem no templo doutrinário: - Colaboras com mais
euforia na seara do Senhor?
Observa-te nas manifestações perante os amigos: - Trazes o Evangelho mais vivo nas
atitudes?
 
Reflete em tua capacidade de sacrifício: - Notas em ti mesmo mais ampla disposição de
servir voluntariamente?
Pesquisa o próprio desapego: - Andas um pouco mais livre do anseio de influência e de
posses terrestres?
Usas mais intensamente os pronomes "nos", "nosso" e "nossa" e menos os
determinativos "eu", "meu" e "minha"?
Teus instantes de tristeza ou de cólera surda, às vezes tão conhecidos somente por ti,
estão presentemente mais raros?
Diminuíram-te os pequenos remorsos ocultos no recesso da alma?
Dissipaste antigos desafetos e aversões?
Superastes os lapsos crônicos de desatenção e negligência?
Estudas mais profundamente a Doutrina que professas?
Entendes melhor a função da dor?
 
Ainda cultivas alguma discreta desavença?
Auxilias aos necessitados com mais abnegação?
Tens orado realmente?
Teus idéias evoluíram?
Tua fé raciocinada consolidou-se com mais segurança?
Tens o verbo mais indulgente, os braços mais ativos e as mãos mais abençoadoras?
Evangelho é alegria no coração: - Estás, de fato,mais alegre e feliz intimamente, nestes
três últimos anos?
Tudo caminha! Tudo evolui! Confiramos o nosso rendimento individual com o Cristo!
Sopesa a existência hoje, espontaneamente, em regime de paz, para que te não vejas na
obrigação de sopesá-la amanhã sob o impacto da dor.
Não te iludas! Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo
rumo à Vida Espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida.
 
Interroga a consciência quanto à utilidade que vens dando ao tempo, à saúde e aos
ensejos de fazer o bem que desfrutas na vida diária.
Faze isso agora, enquanto te vales do corpo humano, com a possibilidade de
reconsiderar diretrizes e desfazer enganos facilmente, pois, quando passares para o lado
de cá, muita vez, já será mais difícil...
Emmanuel/Chico Xavier

 

 CARIDADE EM JESUS
Emmanuel/Chico Xavier

Recorda a caridade, a irradiar-se em bênçãos do excelso amor de Cristo,
para que te não faltem compreensão e força, no culto edificante à caridade
humana.
Enjeitado no frio, pelas próprias criaturas a quem vinha trazer a luz da
redenção, não vacila acolher-se à manjedoura pobre em extrema renúncia.
Atendendo aos enfermos de todos os matizes não lhes nega assistência,
dando-lhes alegria e equilíbrio, movimento e visão.

Procurando por mestres e pescadores simples, insufla-lhes no serluz da
verdade, habilitando-os todos para a Vida Maior.
Ante a aflição da turba que o seguia, irrequieta, multiplica o alimento que
lhe sossegue a fome.
Entre o insulto dos maus e a deserção dos bons, sabe entregar-se, em
paz, sem mesmo justiçar-se.

Preterido em juízo por tolde malfeitor, não se desmanda em queixa.
E, conduzindo à morte, sob golpes, na cruz, longe de reprovar, condenar
ou ferir, ergue oração sincera à Eterna Providência, suplicando perdão para os
próprios algozes.

A caridade fora-lhe a companheira em todos os instantes...
Contudo, além do túmulo, ei-lo que volta, humilde, estendendo as mãos
nobres e o coração celeste àqueles mesmos homens que O haviam deixado em
supremo abandono, exclamando, sem mágoa: - “Em verdade convosco estarei
para sempre, até o fim dos séculos!...”.
À vista disso, no caminho, lembra-te sempre de que a caridade pura – a
que vence feliz – é sempre o amor perfeito a esquecer todo mal e a olvidar toda
sombra, para somente amar, redimir e auxiliar, na contínua extensão do bem, a
se converter em luz
 


VIOLADORES DE ALMAS

O arremesso da imaginação ostenta energia ilimitada quanto o infinito, plasmando telas
caleidoscópicas de maravilhosos efeitos.
A objetiva da memória desvela os sucessos mais recônditos do destino transato
ressuscitando o hausto grandioso da vida a palpitar nas trilhas eternas.
A engrenagem do raciocínio articula os passos da criatura com sutileza admirável no
silêncio do santuário craniano.

Na mente, desfruta o homem da liberdade maior e o pensamento viaja sem peias,
nos voos do espírito que muitas vezes nem se debuxam no rosto. Em sua atmosfera
há sempre zonas inacessíveis, acontecimentos inexplorados e imperscrutáveis para
todas as demais criaturas encarnadas.
Nem mesmo as fantasias arrojadas de escritores geniais, os transportes da poesia, os
matizes mais raros da pintura, as harmonias da música excelsa ou os avanços
orginais do progresso contemporâneo desnudam o cérebro humano nos pujantes
tesouros de que dispõe.

Por mais turbilhonárias que sejam as paisagens ao derredor, o homem detém na
própria existência introspectiva uma cidadela francamente isolada e invisível.
Contudo, é justamente nela que o Espírito benfeitor ou malfeitor em qualquer condição,
pela sintonia mental, logra penetrar trans-passando-a em todos os escaninhos,
devassando-lhe todos os segredos, decifrando-lhe todos os mistérios.
Razoável considerar, portanto, que o espírito desencarnado retém o maior instrumento
de sondagem da mente humana: a sua própria mente livre.

No refúgio em que te entrincheiras nos momentos mais agudos da tarefa que te cabe
realizar, é na mente, núcleo vibratório onde enxameiam as faculdades da alma, que
recebes o bafejo nutriente dos Emissários da Espiritualidade Superior, em visitas
benévolas de carinho santificante, ou o sopro doentio das entidades infelizes que te
procuram, através das hipnoses perturbadoras da obsessão.

Se o psicólogo, o poeta, o compositor, o pintor ou o cientista, ainda corporificados na
Terra, com todas as suas forças e criações arrebatadoras não te conseguem
surpreender a fortaleza interior, os desencarnados, ainda aqueles de posição menos
digna e desprovidos de todos os recursos de elevação, paradoxalmente, invadem-na
sempre que permites, por verdadeiros vândalos do espírito, violadores de almas
saqueando-te as energias em obscuros processos de vampirismo e destruição.
Urge estudemos os impulsos do instinto, os prodígios da emoção, os poderes da
vontade e as forças do pensamento.

Por isso mesmo, reportando-nos à ciência moderna quando alinha os méritos da
medicina psicossomátima e da análise psíquica, é natural reverenciemos a sabedoria
permanente do Cristo em nos advertindo, para a valorização da vida em qualquer
tempo: "Orai e vigiai para não cairdes em tentação".
 
 André Luiz/Chico Xavier
 
 
 


 ATITUDES ESSENCIAIS
“Qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim,
não pode ser meu discípulo.” Jesus. (LUCAS, 15:27.)

Neste passo do Novo Testamento, encontramos a verdadeira fórmula para o ingresso ao
Sublime Discipulado.
“Qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim, não pode ser meu discípulo” –
afirma-nos o Mestre.
Duas atitudes fundamentais recomenda -nos o Eterno Benfeitor se nos propomos
desfrutar-lhes a intimidade – tomar a cruz redentora de nossos deveres e seguir-lhe os
passos.

Muitos acreditam receber nos ombros o madeiro das próprias obrigações, mas fogem ao
caminho do Cristo; e muitos pretendem perlustrar o caminho do Cristo, mas recusam o
madeiro das obrigações que lhes cabem.
Os primeiros dizem aceitar o sofrimento, todavia, andam agressivos e desditosos,
espalhando desânimo azedume por onde passam.
Os segundos crêem respirar na senda do Cristo, mas abominam a responsabilidade e o
serviço aos semelhantes, detendo-se no escárnio e na leviandade , embora saibam
interpretar as lições do Evangelho, apregoando-as com arrazoado enternecedor.
Uns se agarram à lamentação e ao aviltamento das horas.

Outros se cristalizam na ironia e na ociosidade, menosprezando os dons da vida.
Não nos esqueçamos, assim, de que é preciso abraçar a cruz das provas indispensáveis
à nossa redenção e burilando, com amor e alegria,marchando no espaço e no tempo,
com o verdadeiro espírito cristão de trabalho infatigável no bem, se aspiramos a alcançar
a comunhão com o Divino Mestre.
Não vale apenas sofrer.É preciso aproveitar o sofrimento.
Nem basta somente crer e mostrar o roteiro da fé. É imprescindível viver cada dia,
segundo a fé salvadora que nos orienta o caminho.
Emmanuel/Chici Xavier
 
 
 

“Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.”
– Jesus. (Mateus. 5:44.)
 
 
O caminho de Jesus é de vitória da luz sobre as trevas e, por isso mesmo, repleto de
obstáculos a vencer.
Senda de espinhos gerando flores, calvário e cruz indicando ressurreição...
O próprio Mestre, desde o início do apostolado, desvenda às criaturas o retiro da
elevação pelo sacrifício.
 
Sofre, renunciando ao divino esplendor do Céu, para acomodar-se à sombra terrestre na
estrebaria.
Experimenta a incompreensão de sua época.
Auxilia sem paga.
Serve sem recompensa.
Padece a desconfiança dos mais amados.
Depois de oferecer sublime espetáculo de abnegação e grandeza, é içado ao madeiro por
malfeitor comum.
 
 
Ainda assim, perdoa aos verdugos, olvida as ofensas e volta do túmulo para ajudar.
Todos os seus companheiros de ministério, restaurados na confiança, testemunharam a
Boa Nova, atravessando dificuldade e luta, martírio e flagelação.
Inúteis, desse modo, nos círculos de nossa fé, os petitórios de protecionismo e vantagens
inferiores.
 
 
Ressurgindo no Espiritismo, o Evangelho faz-nos sentir que tornamos à carne para
regenerar e reaprender.
Com o corpo físico, retomamos nossos débitos, nossas deficiências, nossas fraquezas e
nossas aversões...
E não superaremos os entraves da própria liberação, providenciando ajuste inadequado
com os nossos desejos inconseqüentes.
 
Acusar, reclamar, queixar-se, não são verbos conjugáveis no campo de nossos princípios.
Disse-nos o Senhor -"Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.”
Isso não quer dizer que devamos ajoelhar em pranto de penitência pé de nossos
adversários, mas sim que nos compete viver de tal modo que eles se sintam auxiliados
por nossa atitude e por nosso exemplo, renovando-se para a o bem, de vez que,
enquanto houver crime e sofrimento, ignorância e miséria no mundo, não podemos
encontrar sobre a Terra a luz do Reino do Céu.
Emmanuel/Chico Xavier

 

 NÃO PERCA


Não perca a esperança.
Há milhões de pessoas aguardando os recursos de que você já dispõe.
Não perca o bom humor.
Em qualquer acesso de irritação, há sempre um suicidiozinho no campo de suas forças.
Não perca a tolerância.
É muita gente a tolerar você naquilo que você ainda tem de indesejável.
Não perca a serenidade.


O problema pode não ser assim tão difícil quanto você pensa.
Não perca a humildade.
Além da planície, surge a montanha, e, depois da montanha aparece o horizonte infinito.
Não perca o estudo.
A própria morte é ilusão.
Não perca a oportunidade de servir aos semelhantes.
Hoje e amanhã, você precisará de concurso alheio.
Não perca tempo.


Os dias voltam, mas os minutos são outros.
Não perca a paciência.
Recorde a paciência inesgotável de Deus.
André Luiz | Chico Xavier


TUA HORA DE HUMILDADE

Se ainda te observas distante de viver a humildade continuamente em todas as horas do
dia, podes vivê-la uma hora diária pelo menos...
Traça o teu programa diário de humildade iniciante. Escolhe uma hora dentre as horas de
cada dia a fim de aperfeiçoares os próprios sentimentos, exercitando a maior conquista do
espírito - a humildade.
Que nessa hora te despreocupes da pressa, da convenção, do calculismo, das
inquietações contumazes e de ti mesmo, para que te adestres no sacrifício, na
indulgência desinteressada, na solicitude fraterna e na cooperação espontânea.
Será essa a tua hora de procurar o último lugar, a hora de te apagares para que se eleve
o brilho dos outros...
Em tua hora de humildade constituir-te-ás em médium do amor de Cristo entre os
homens; serás, especialmente, o servo de todos, o irmão comum, a partícula viva e
anônima que se funde no todo da Humanidade, sem qualquer amor-próprio ou interesse
pessoal.
 
Que olvides, nesse lapso de tempo, toda tisna de vaidade, todo propósito de
personalismo e até as mínimas excitações acerca do futuro para viver o presente, o dia
que flui, os momentos de teu serviço puro!
Nessa hora sê bom acima de ti, acima de tudo, acima de tuas próprias vantagens, para
que teus sorrisos abram outros sorrisos, para que tua palavra confiante semeie outras
palavras de esperança, para que tua vontade de acertar alicie outras vontades para a
renovação maior.
 
Anula nesses sessenta minutos a tensão emocional a respeito de títulos, condições
sociais, inclusive a censura a ti próprio, no que tange à defesa do teu lugar ao sol...
Que a tua hora de humildade seja cultivada esmeradamente, cada dia, nos lugares em
que deva ser exercida para favorecer-te a ascensão espiritual, seja no escritório, na via
pública, no entendimento entre amigos ou na intimidade do lar...
 
Que nesse interregno respires acima de todas as conveniências individuais, fazendo
maiores concessões ao próximo, superando o temperamento, procurando usar mais
ampla docilidade com quem te não compreende, buscando acertar onde ninguém ainda o
conseguiu, diligenciando efetuar os mais difíceis serviços de fraternidade, testemunhando
o bem na escala que ainda não pudeste e relembrando que o teu corpo, em dia próximo,
regressará, inelutavelmente ao pó de onde veio.
Recebe no coração a visita do Senhor, ainda que por breves minutos durante o dia.
Começa a ser humilde, abolindo todo desculpismo e conquistando o tempo necessário
para a tua hora de humildade e acabarás incorporando em ti mesmo os valores supremos
do benfeitor maior que, na conceituação do Cristo, será sempre aquele que se fizer o
servidor de todos.
Emmanuel/ Chico Xavier

 


 

NÃO TE IMPACIENTES
 
 
A Paternidade Divina é amor e justiça para todas as criaturas.
Quando os problemas do mundo te afogueiam a alma, não abras o coração à impaciência, que
ela é capaz de arruinar-te a confiança.
Quantos perderam as melhores oportunidades da reencarnação, unicamente por se haverem
abraçado com o desespero!
 
A impaciência é comparável à força negativa que, muitas vezes, inclina o enfermo para a morte,
justamente no dia em que o organismo entra em recuperação para a cura.
Se queres o fruto, não despetales a flor.
 
Nas situações embaraçosas, medita caridosamente nos empeços que lhe deram origem! Se um
irmão faltou ao dever, reflete nas dificuldades que se interpuseram entre ele os compromissos
assumidos. Se alguém te nega um favor, não te acolhas a desânimo ou frustração, de vez que,
enquanto não chegarmos ao plano da Luz Divina, nem sempre nos será possível conhecer, de
antemão, tudo o de bom ou de mal que poderá sobrevir daquilo que nós pedimos. Não te irrites
diante de qualquer obstáculo, porquanto reclamações ou censuras servirão, apenas para torna-
los maiores.
 
Quase sempre a longa expectativa, em torno de certas concessões que disputamos, não é senão
o amadurecimento do assunto para que não falhem minudências importantes.
 Não queremos dizer que será mais justo te acomodes à inércia. Desejamos asseverar que
impaciência é precipitação e precipitação redunda em violência.
 Para muitos, a serenidade é a preguiça vestida de belas palavras. Os que vivem, porém,
acordados para as responsabilidades que lhes são próprias sabem que paciência é esperança
operosa: recebem obstáculos por ocasiões de trabalho e provações por ensinamentos.
 
Aguarda o melhor da vida, oferecendo à vida o melhor que puderes.
O lavrador fiel ao serviço espera a colheita, zelando a plantação.
A casa nasce dos alicerces, mas, para completar-se pede atividades e esforços de acabamento.
Não te irrites.
 
Quem trabalha pode contar com o tempo. Se a crise sobrevém na obra a que te consagras, pede
a Deus, não apenas te abençoe a realização em andamento, mas também a força precisa para
que saibas compreender e servir, suportar e esperar.
Emmanuel /Chico Xavier

 


 

AMOR E TEMOR
"O perfeito amor lança fora o temor".
 
(I JOÃO, 4:18.)
 
Para que nossa alma se expanda sem receio, através das realizações que o Senhor
nos confia, não basta o imperfeito Amor que estipula salários de gratidão ou que se isola
na estufa do carinho particular, reclamando entendimento alheio.
É necessário rendamos culto ao perfeito amor que tudo ilumina e a todos se estende
sem distinção.
 
O imperfeito Amor, procurando o gozo próprio no concurso dos outros, é quase
sempre o egoísmo em disfarce brilhante, buscando a si mesmo nas almas afins para
atormentá-las sob múltiplas formas de temor, quais sejam a exigência e o ciúme, a
crueldade e o desespero, acabando ele próprio no inferno da amargura e da frustração.
O perfeito Amor, contudo, compreende que o Pai Celeste traçou caminhos infinitos
para a evolução e aprimoramento das almas, que a felicidade não é a mesma para todos
e que amar significa entender e ajudar, abençoar e sustentar sempre os corações
queridos, no degrau de luta que lhes é próprio.
 
Para que te libertes, assim, das algemas do medo, não basta te acolhas no anseio
de ser ardentemente querido e auxiliado pelos outros, segundo as disposições do Amor
incompleto.
 
É indispensável saibas amar, com abnegação e ternura, entre a esperança
incansável e o serviço incessante pela vitória do bem, sob a tutela dos quais viverás
sempre amando, segundo o Amor equilibrado e perfeito pela força Divina que nos ergue
triunfante, dos abismos da sombra para os cimos da luz.
Emmanuel / Chico Xavier
 
 
 
Orientação espírita
Reunião pública de 27/4/59
 
Declaras-te necessitado de orientação para que te faças melhor ante o
Cristo de Deus; todavia, o Espiritismo, em nos revelando a Vida Maior, expõe
claramente a essência e o plano de nossas obrigações.
Todos somos férteis em petições ao Senhor, invocando-lhe auxilio,
esquecendo-nos, contudo, de que no campo das necessidades humanas clama
o Senhor igualmente por nossos braços.
 
Não peças, assim, a outrem para que te empreste os ouvidos.
Ouçamos o apelo da Esfera Superior que nos pede melhoria para que o
mundo melhore.
Do degrau de conhecimento a que te elevas, descortinarás o vale imenso
em que se movem nossos irmãos nos labirintos da experiência.
Muitos enlouqueceram de dor sobre o ataúde de um coração, em troca do qual
dariam a própria vida, outros jazem parafusados em catres de sofrimento.
 
Multidões deles mascaram-se de alegria, despedaçados intimamente por
lâminas de aflição e remorso, e outros muitos se alistam, a serviço das trevas,
arrastando-se, espantados, na lama taciturna do crime...
 
Contempla as estradas que se entrecruzam na sombra. Há quem agoniza
no desespero, quem se afoga no vício, quem cambaleia de angústia, quem se
requeima, sem perceber, no fogo da ambição desmedida, quem transfigura a
oração em blasfêmia e quem mitiga a sede nas próprias lágrimas.
 
Desce do pedestal em que te levantas e estende-lhes mãos amigas.
Quem sabe?
É possível que semelhantes companheiros de luta estejam contigo, entre
as paredes da própria casa.
Envolvidos no nevoeiro da ilusão e da ignorância, rogam-te socorro na
cartilha do exemplo, para que se libertem do desajuste a que se escravizam.
 
Não te queixes, nem te revoltes.
Não censures, nem firas.
Ampara-os a todos, como e quanto puderes.
Não importa pertençam a outros lares, outros credos, outras raças, outras
bandeiras...
A caridade, filha de Deus, não tem ponto de vista. Recorda que o Senhor,
cada dia, te situa a presença no lugar certo, onde possas servir mais e melhor,
no momento justo.
 
Desse modo, não solicites ao irmão do caminho te trace roteiro às
atividades, porque o próximo está vinculado a problemas que desconheces.
Lembra-te de que somos chamados a ajudar e sublimar hoje e sempre, e
de que, se estás anotado entre os homens pela feição que aparentas, perante
a Verdade serás conhecido pelo que és.
 
Empenha-te, pois, em merecer a aprovação da tua consciência pelo bem
que pratiques e pela justiça que faças, pela paz que entesoures e pela tarefa
que realizes, porquanto, se te devotas ao serviço da perfeição em ti mesmo,
perceberás, no que tange ao aprimoramento dos outros, que, seja onde for e
com quem for, a Bondade de Deus fará sempre o resto.
Emmanuel | Chico Xavier

 

Em Boa Lógica
 
Quem alimenta o ódio atira fogo ao próprio coração.
*
Quem sustenta o vício encarcera-se nele.
*
Quem cultiva a ociosidade faz neve em torno de si.
*
Quem se encoleriza é inquisidor da própria alma.
*
Quem estima a censura lança pedras sobre si mesmo.
*
Quem provoca situações difíceis aumenta os obstáculos em
que se encontra.
*
Quem se precipita no julgar é sempre analisado à pressa.
*
Quem se especializa na identificação do mal dificilmente verá
o bem.
*
Quem não deseja suportar é incapaz de servir.
*
Quem vive colecionando lamentações caminhará sob a chuva
de lágrimas.
André Luiz | Chico Xavier

 


 CONVITE AO BEM
Mas, quando fores convidado, vai.” — Jesus. (LUCAS, CAPÍTULO 14,
VERSÍCULO 10.)


Em todas as épocas, o bem constitui a fonte divina, suscetível de fornecernos
valores imortais.
O homem de reflexão terá observado que todo o período infantil é conjunto
de apelos ao sublime manancial.
O convite sagrado é repetido, anos a fio. Vem através dos amorosos pais
humanos, dos mentores escolares, da leitura salutar, do sentimento religioso,
dos amigos comuns.


Entretanto, raras inteligências atingem a juventude, de atenção fixa no
chamamento elevado.
Quase toda gente ouve as requisições da natureza inferior, olvidando
deveres preciosos.
Os apelos, todavia, continuam...


Aqui, é um livro amigo, revelando a verdade em silêncio; ali, é um
companheiro generoso que insiste em favor das realidades luminosas da vida...
A rebeldia, porém, ainda mesmo em plena madureza do homem, costuma
rir inconscientemente, passando, todavia, em marcha compulsõria, na direção
dos desencantos naturais, que lhe impõem mais equilibrados pensamentos.
No Evangelho de Jesus, o convite ao bem reveste-se de claridades
eternas. Atendendo-o, poderemos seguir ao encontro de Nosso Pai, sem
hesitações.


Se o clarim cristão já te alcançou os ouvidos, aceita-lhe as clarinadas sem
vacilar.
Não esperes pelo aguilhão da necessidade.
Sob a tormenta, é cada vez mais difícil a visão do porto.
A maioria dos nossos irmãos na Terra caminha para Deus, sob o ultimato
das dores, mas não aguardes pelo açoite de sombras, quando podes seguir,
calmamente, pelas estradas claras do amor.

Emmanuel/Chico Xavier

 

 


 

CONTA PARTICULAR
 
“Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua
 
paz pertence!” — Jesus. (LUCAS, CAPÍTULO 19, VERSÍCULO 42.)
 
 
A exclamação de Jesus, junto de Jerusalém, aplica-se muito mais ao
 
coração do homem — templo vivo do Senhor — que à cidade de ordem
 
material, destinada à ruína e à desagregação nos setores da experiência.
 
Imaginemos o que seria o mundo, se cada criatura conhecesse o que lhe
 
pertence à paz íntima.
 
 
Em virtude da quase geral desatenção a esse imperativo da vida, é que os
 
homens se empenham em dolorosos atritos, assumindo escabrosos débitos.
 
Atentemos para a assertiva do Mestre — “ao menos neste teu dia” Estas
 
palavras convidam-nos a pensar na oportunidade de serviço de que dispomos
 
presentemente
 
 
e a refletir nos séculos que perdemos; compelem-nos
 
a meditar quanto ao ensejo de trabalho, sempre aberto aos espíritos diligentes.
 
O homem encarnado dispõe dum tempo glorioso que é provisoriamente
 
dele, que lhe foi proporcionado pelo Altíssimo em favor de sua própria
 
renovação.
 
 
Necessário é que cada um conheça o que lhe toca à tranqüilidade
 
individual. Guarde cada homem digna atitude de compreensão dos deveres
 
próprios e os fantasmas da inquietude estarão afastados. Cuide cada pessoa
 
do que se lhe refira à conta particular e dois terços dos problemas sociais do
 
mundo surgirão naturalmente resolvidos.
 
Repara as pequeninas exigências de teu círculo e atende-as, em favor de ti
 
mesmo.
 
Não caminharás entre as estrelas, antes de trilhares as sendas humildes
 
que te competem.
Emmanuel/Chico Xavier

 


 

Vê e segue
 
“Uma coisa sei: eu era cego e agora vejo.” – (João,
9:25.)
 
Apesar de o trabalho renovador do Evangelho, nos círculos da
consolação e da pregação, desdobrar-se, diante das massas, semeando
milagres de reconforto na alma do povo, o serviço sutil e
quase desconhecido do aproveitamento da Boa Nova é sempre
individual e intransferível.
 
Os aprendizes da vida cristã, na atividade vulgar do caminho,
desfrutam do conceito de normalidade, mas se não gozam de
vantagens observáveis no imediatismo da experiência humana,
quais sejam as da consolação, do estímulo ou da prosperidade
material, de maneira a gravarem o ensinamento vivo de Jesus, nas
próprias vidas, passam à categoria de pessoas estranhas, muita vez
ante os próprios companheiros de ministério.
 
Chegado a semelhante posição, e se sabe aproveitar a sublime
oportunidade pela submissão e diligência, o discípulo experimenta
completa transposição de plano.
Modifica a tabela de valores que o rodeiam.
 
Sabe onde se ocultam os fundamentos eternos.
Descortina esferas novas de luta, através da visão interior que
outros não compreendem.
Descobre diferentes motivos de elevação, por intermédio do
sacrifício pessoal, e identifica fontes mais altas de incentivo ao
esforço próprio.
 
Em vista disso, freqüentemente provoca discussões acesas,
com respeito à atitude que adota à frente de Jesus.
Por ver, com mais clareza, as instruções reveladas pelo Mestre,
é tido à conta de fanático ou retrógrado, idiota ou louco.
 
Se, porém, procuras efetivamente a redenção com o Senhor,
prossegue seguro de ti mesmo; repara, sem aflição e sem desânimo,
as contendas que a ação genuína de Jesus em ti recebe de
corações incompreensivos e estacionários, repete as palavras do
cego que alcançou a visão e segue para diante.
Emmanuel /Francisco Cândido Xavier
 

 

Dicionário de Situações
 
 
Na escola da fé, ser-nos-á possível imaginar um dicionário das mais diversas situações da vida,
que se revestem de significados especiais, como sejam:
 
Trabalho – bênção;
 Dever cumprido – senda libertadora;
Rotina – conquista de competência;
Prova – aferição de valor;
Solidão – tempo de exame íntimo;
 Sofrimento – lição específica;
 
Penúria – chamamento a serviço;
 Contratempo – aviso indireto;
Enfermidade – alavanca de frenagem;
Aborrecimento – treino de paciência;
Adversário – fiscal precioso;
 
 
Crítica – apelo à elevação;
 Censura – convite a reajuste;
 Desilusão – visita da verdade;
Ofensa – oportunidade de tolerância;
 
Tentação – aula de resistência;
Fracasso – impositivo de revisão;
Parente difícil – dívida em cobrança;
 
 Lar em discórdia – área de resgate;
Obstáculo social – ensino de humildade;
Deserção de afetos – renovação compulsória;
 Golpes sofridos – promoções em discernimento;
 
Prejuízos – identificação de pessoas;
 Renúncia – rumo certo;
 Sacrifício – crescimento espiritual;
 
Como é fácil de observar, nas mais variadas circunstancias da existência, cada criatura, no
instinto da fé pode criar o seu próprio dicionário de situações, para que não lhe faltem orientação
 
e segurança, entendimento e luz.
Emmanuel/Chico Xavier

 

 


Em favor de você mesmo 

Aprenda a ceder em favor de muitos, para que alguns intercedam
em seu benefício nas situações desagradáveis.
Ajude sem exigência para que outro o auxilie, sem reclamações.
Não encarcere o vizinho no seu modo de pensar; dê ao companheiro
oportunidade de conceber a vida tão livremente quanto
você.
 
Guarde cuidado no modo de exprimir-se; em várias ocasiões,
as maneiras dizem mais que as palavras.
Refira-se a você o menos possível; colabore fraternalmente
nas alegrias do próximo.
 
Evite a verbosidade avassalante; quem conversa sem intermitências,
 cansa ao que ouve.
Deixe ao irmão a autoria das boas idéias e não se preocupe se
for esquecido, convicto de que as iniciativas elevadas não pertencem
efetivamente a você, de vez que todo bem procede originariamente
de Deus.
 
Interprete o adversário como portador de equilíbrio; se precisamos
de amigos que nos estimulem, necessitamos igualmente de
alguém que indique os nossos erros. 
Discuta com serenidade; o opositor tem direitos iguais aos
seus.
 
Se você considerar excessivamente as críticas do inferior, suporte
 sem mágoa as injunções do plano a que se precipitou.
 Seja útil em qualquer lugar, mas não guarde a pretensão de
agradar a todos; não intente o que o próprio Cristo ainda não
conseguiu.
 
Defrontado pelo erro, corrija-o primeiramente em você e, em
 seguida, nos outros, sem violência e sem ódio.
 
Se a perfídia cruzar seu caminho, recuse-lhe a honra da indignação
 examine-a, com um sorriso silencioso, estude-lhe o
processo calmamente e, logo após, transforme-a em material
digno da vida.
 
Ampare fraternalmente o invejoso; o despeito é indisfarçável
homenagem ao mérito e, pagando semelhante tributo, o homem
comum atormenta-se e sofre.
 
Habitue-se à serenidade e à fortaleza, nos círculos da luta
humana; sem essas conquistas, dificilmente sairá você do vaivém
das reencarnações inferiores.
FranciscoCândido Xavier - Espírito André Luiz
 
 
PETIÇÃO E RESPOSTA
 
Quando te dirijas à Divina Providência rogando algo, não te permitas o mergulho na aflição
improdutiva, capaz de conturbar-te o ambiente, retardando a concessão que desejas.
Entenderás isso facilmente, nas lições mais simples da vida prática.
 
 
Se requisitas do carro uma velocidade mais ampla em face daquela que o trânsito
recomenda, sob o pretexto de pressa, inclinas-te, indiscutivelmente para o desastre.
Na hipótese de exigires da ponte o transporte de carga determinada com o peso muito
superior à capacidade de resistência em que se estrutura, com a desculpa de urgência, é
provável que a desmanteles.
 
Quando espancas um vegetal, impiedosamente, a fim de senhorear-lhe algum fruto, sob o
pretexto da fome, estarás reduzindo muitas das futuras possibilidades da árvore em teu
prejuízo próprio.
 
Em te debruçando num poço, agitando-lhe o fundo, com a desculpa da sede, unicamente lhe
 turvas o líquido, tornando-o inadequado à própria saúde.
 Em teus requerimentos à Vida Maior, formulando-os com cuidado e continua no trabalho que
 o mundo te conferiu, esperando pela manifestação do Poder Divino, através das
circunstâncias do caminho em que te encontras.
Inquietação desnecessária atrasa o socorro previsto.
 
Sejam quais forem os obstáculos que te surjam à frente, na expectativa do apoio que
solicitas dos Céus, não desesperes, nem esmoreças. 
Se a resposta do Mais Alto aos pedidos que fizeste parece demorar excessivamente, é que a
tua rogativa decerto reclama análises mais profundas, a fim de que, futuramente, não te
voltes contra as leis da vida, alegando haver caído na imprevidência que terá nascido de ti
mesmo e não do Senhor que, sabiamente, nos reserva sempre o melhor.
Emmanuel / Chico Xavier
 
 
Imperativo da Paz
 
 
Ante ocorrências que te induzam à reações negativas, reflete no imperativo da paz a resguardarte
 
no discernimento para que a cólera não te perturbe o caminho.
 
Se algum ato de violência te chegou a ferir, observa a condição enfermiça do agressor e
 
reconhecerás que ele estará descarregando sobre parte da carga de insatisfação e desespero que
 
acalenta em si próprio.
 
Diante de companheiros que te prejudicaram, segundo o ateu modo de ver, medita e perceberás
 
que eles unicamente dilapidam a si mesmos, criando empeços para as atividades que
 
desempenham.
 
 
À frente dos familiares queridos que se desajustam, faze quanto puderes pela restauração da
 
harmonia entre eles, mas respeita-os nas tomadas de posição em que, porventura, permaneçam
 
sem menosprezar-lhes o livre arbítrio.
 
Tarefa determinada, que te diz respeito, encontra obstáculos reiterados, qual se forças estranhas
 
conspirassem contra os teus melhores desejos, entretanto, não será com altercações que lhe
 
granjearás acabamento digno.
 
 
Doenças insidiosas estarão de passagem, incomodando-te o corpo e agitando-te a casa, no
 
entanto, não será com revolta que lhes afastarás os desafios e sim com a calma precisa de
 
permeio com a medicação adequada.
 
Venham as crises e dificuldades que vierem, resguarda-te na tolerância, asserena-te e espera.
 
Desde que permaneças trabalhando e servindo, a vida em nome de Deus, te ofertará sempre o
 
Máximo de recursos pelo mínimo de teu concurso pessoal, na supressão dos problemas a
 
resolver.
Emmanuel | Chico Xavier

 

 

A resposta da árvore:
 
Certo pomicultor surpreendeu-se lamentando ao pé
de grande laranjeira:
 -E meus prejuízos? Meu dinheiro?!...
Como recuperá-lo? Quem fará isso por mim?
Assombrado, notou que a árvore lhe respondeu:
-Até hoje meu senhor, nunca soube quem me
apanhou os frutos e me talou as flores, quem me
 decepou os ramos e levou para longe as minhas
essências, mas sei que
Alguém me renova todas as forças, auxiliando-me a
produzir.
 
 
Perto de nós:
Ama o lugar em que a Divina Providência te situa.
Distribui simpatia e bondade para com todos
aqueles que te desfrutam a convivência.
Aproveita as tuas oportunidades de trabalho.
Na Terra, chega sempre um instante no qual
reconhecemos que os afetos mais queridos e as
situações mais valiosas estiveram sempre perto de
nós.
 
 
Aguarda o tempo:
Aconteceu talvez o que não esperavas.
 O lado contra te ironiza.
 O sentimento ferido te aborrece.
Entretanto, reflete nas bênçãos que a Divina
 Providência já te concedeu e procura sorrir.
 Não te indisponhas com ninguém.
Continua trabalhando e servindo em paz.
Aguarda o tempo, na certeza de que pelas
circunstâncias da vida, nas páginas do tempo, é que
se manifesta, mais claramente a voz de Deus.
Emmanuel/Chico Xavier

 


 

Ouve e silencia.
Ouviste o companheiro que te afirmou não crer em
Deus.
Não te aflijas por isso.
Ele talvez não tenha ainda observado que se
transformou de criança em adulto sem medicação
alguma, que a erva do campo cresceu sem esperarlhe
o apoio e que o Sol lhe ilumina a cabeça sem
pedir-lhe opinião.


Em qualquer situação.
Não penses tanto sobre o que os outros possam
imaginar a teu respeito.
Raramente isso acontece.
Na maioria dos casos, quando notas alguém a
observar-te, essa pessoa, provavelmente, deseja
saber o que estás pensando a respeito dela.
Em qualquer situação, mentalizemos o bem e
sigamos para a frente.


Estudo da felicidade.
A felicidade real é uma casa que se constrói por
dentro da própria alma.
Os bens que espalhes são os materiais para
semelhante construção.
 
Emmanuel/Chico Xavier

 

Seguindo Adiante
 
Sejam quais forem às tribulações em que te encontres, prossegue fiel ao bem e conta com Deus.
Quando observes a própria confiança sob nuvens pesadas de sofrimento; sob tempestades que te
alarmem a vida; à frente das provas que mais se te afigurem conspirações das trevas no objetivo
de aniquilar-te; quando pareça que tudo te falte, até mesmo o necessário à própria subsistência;
 
diante da morte, a subtrair-te os entes mais caros; nas enfermidades que te induzem o tratamento
difícil e doloroso; no centro de problemas que acredites insolúveis; perante o assedio de
tentações que te martelam a resistência; nos momentos em que seres amados te escarneçam a fé;
e quando as aflições do mundo te façam sentir o gosto amargo da solidão ou da derrota, ergue o
pensamento a Deus e confia, porque Deus não nos abandona e tomará tuas dificuldades e
lagrimas a fim de aumentar com elas o poder da esperança, onde estiveres.
 
E assim será sempre porquanto é com a luz nascida do suor e das lágrimas dos que militam na
construção do bem de todos é que os Mensageiros da Divina Providência clareiam o caminho das
gerações, transformando os vencidos de hoje nos vencedores de amanhã que seguem nas trilhas
do progresso agindo e servindo na edificação do Mundo Melhor.
Emmanuel/Chico Xavier

 

Momentos de Crise
 
Ninguém os deseja e todos procuramos evitá-los: os momentos de crise.
Configuram-se eles, mais particularmente, nas ocorrências externas, das quais nem sempre
somos partícipes.
 
Hoje, será determinada atitude, considerada infeliz, assumida por pessoa que se nos liga ao
coração pelos laços íntimos; amanhã, pode surgir em grandes conflitos dentro do grupo familiar;
depois, é possível apareçam no afastamento de companheiros dos mais estimáveis; e, mais
adiante, no tempo, os instantes difíceis serão aqueles em que a desencarnação de um ente amado,
quando nos achamos na Terra, nos envolva em nuvens de sofrimento e lagrimas.
Decerto, nessas horas amargas, é indispensável sejamos a segurança daqueles irmãos
enfraquecidos, diante da prova, ou a escora daqueles que estão esmorecendo no cotidiano,
prestes a cair.
 
Em todos os lances constrangedores da experiência humana, é razoável nos façamos a palavra de
bom-ânimo e o gesto de apoio espontâneo para todos aqueles que nos cercam.
Entretanto, amparando aos outros, é imperioso não nos esquecermos.
Instalemos a luz da compreensão, por dentro de nós e sustentemo-nos no clima da confiança para
que os embates da escola humana nos encontrem firmes na fé em Deus e em nós próprios,
reconhecendo que as crises são fases de mudança, as vezes, marcadas por enormes tribulações,
das quais a Divina Providencia, utilizando recursos que desconhecemos nos trará a renovação
necessária e o Amanhã Melhor.
Emmanuel/Chico Xavier

 


 

ESMAGAMENTO DO MAL
“E o Deus de paz esmagará em breve a Satanás debaixo dos vossos
pés.” — Paulo. (ROMANOS, CAPÍTULO 16, VERSÍCULO 20.)
 
Em toda parte do Planeta se poderá reconhecer a luta sem tréguas, entre o
bem e o mal.
Manifesta-se o grande conflito, sob as mais diversas formas, e, no turbilhão
de seus movimentos, muitas almas sensíveis, de modo invariável, conservam-se
na atitude de invocação aos gênios tutelares para que estes venham à
arena combater os inimigos que as atordoam, prostrando-os de vez.
 
Solicitar auxílio ou recorrer à lei da cooperação representam atos louváveis
do Espírito que identifica a própria fraqueza, contudo, insistir para que outrem
nos substitua no esforço, que somente a nós outros cabe despender,
demonstra falsa posição, suscetível de acentuar-nos as necessidades.
Satanás, representando o poder do mal, na vida humana, será esmagado
por Deus; todavia, Paulo de Tarso define, com bastante clareza, o local da
vitória divina. O triunfo supremo verificar-se-á sob os pés do homem.
 
Quando a criatura, pela própria dedicação ao trabalho iluminativo, se
entregar ao Pai, sem reservas, efetuando-lhe a vontade sacrossanta, com
esquecimento do velho egoísmo animal, apreendendo a grandeza de sua
posição de espírito eterno, atingirá a vitória sublime.
 
O Senhor Todo-Paternal já se entregou aos filhos terrestres, mas raros
filhos se entregaram a Ele. Indispensável, pois, não esquecer que o mal não
será eliminado, a esmo, e sim debaixo dos pés de cada um de nós.
Emmanuel/Chico Xavier

 

CONSERVA O MODELO
“Conserva o modelo das sãs palavras.” — Paulo. (2ª EPÍSTOLA A
TIMÓTEO, CAPÍTULO 1, VERSÍCULO 13.)
 
Distribui os recursos que a Providência te encaminhou às mãos operosas,
todavia, não te esqueças de que a palavra confortadora ao aflito representa
serviço direto de teu coração na sementeira do bem.
O pão do corpo é uma esmola pela qual sempre receberás a justa
recompensa, mas o sorriso amigo é uma bênção para a eternidade.
Envia mensageiros ao socorro fraternal, contudo, não deixes, pelo menos
uma vez por outra, de visitar o irmão doente e ouvi-lo em pessoa.
 
A expedição de auxílio é uma gentileza que te angariará simpatia, no
entanto, a intervenção direta no amparo ao necessitado conferir-te-á
preparação espiritual à frente das próprias lutas.
Sobe à tribuna e ensina o caminho redentor aos semelhantes; todavia,
interrompe as preleções, de vez em quando, a fim de assinalar o lamento de
um companheiro na experiência humana, ainda mesmo quando se trata de um
filho do desespero ou da ignorância, para que não percas o senso das proporções
em tua marcha.
 
Cultiva as flores do jardim particular de tuas afeições mais queridas,
porque, sem o canteiro de experimentação, é muito difícil atender à lavoura nobre
e intensiva, mas não fujas sistematicamente à floresta humana, com receio
dos vermes e monstros que a povoam, porqüanto é imprescindível te prepares
a avançar, mais tarde, dentro dela.
 
Nos círculos da vida, não olvides a necessidade do ensinamento gravado
em ti mesmo.
Assim como não podes tomar alimento individual, através de um substituto,
e nem podes aprender a lição, guardando-lhe os caracteres na memória alheia,
não conseguirás comparecer, ante as Forças Supremas da Sabedoria e do
Amor, com realizações e vitórias que não tenham sido vividas e conquistadas
por ti mesmo.
“Conserva”, pois, contigo, “o modelo das sãs palavras”.
Emmanuel | Chico Xavier

 

Alguma coisa
 
“Não necessitam de médico os que estão sãos, mas sim
os que estão enfermos.” – Jesus. (Lucas, 5:31.)
 
Quem sabe ler não se esqueça de amparar o que ainda não se
alfabetizou.
Quem dispõe de palavra esclarecida ajude ao companheiro,
ensinando-lhe a ciência da frase correta e expressiva.
Quem desfruta o equilíbrio orgânico não despreze a possibilidade
de auxiliar o doente.
Quem conseguiu acender alguma luz de fé no próprio espírito
suporte com paciência o infeliz que ainda não se abriu à mínima
noção de responsabilidade perante o Senhor, auxiliando-o a desvencilhar-
se das trevas.
 
Quem possua recursos para trabalhar não olvide o irmão menos
ajustado ao serviço, conduzindo-o, sempre que possível, a
atividade digna.
Quem estime a prática da caridade compadeça-se das almas
endurecidas, beneficiando-as com as vibrações da prece.
Quem já esteja entesourando a humildade não se afaste do orgulhoso,
conferindo-lhe, com o exemplo, os elementos indispensáveis
ao reajuste.
 
Quem seja detentor da bondade não recuse assistência aos
maus, de vez que a maldade resulta invariavelmente da revolta ou
da ignorância.
Quem estiver em companhia da paz ajude aos desesperados.
Quem guarde alegria divida a graça do contentamento com os
tristes.
 
Asseverou o Senhor que os sãos não precisam de médico,
mas, sim, os enfermos.
Lembra-te dos que transitam no mundo entre dificuldades
maiores que as tuas.
A vida não reclama o teu sacrifício integral em favor dos outros,
mas, a benefício de ti mesmo, não desdenhes fazer alguma
coisa na extensão da felicidade comum.
Francisco Cândido Xavier | Emmanuel

 

 Diferença“Crês que há um só Deus: fazes bem.

Também os demônioso crêem, e estremecem.” – (Tiago, 2:19.)

 
A advertência do apóstolo é de essencial importância no aviso
espiritual.
Esperar benefícios do Céu é atitude comum a todos.
Adorar o Senhor pode ser trabalho de justos e injustos.
Admitir a existência do Governo Divino é traço dominante de
todas as criaturas.
Aceitar o Supremo Poder é próprio de bons e maus.
Tiago foi divinamente inspirado neste versículo, porque suas
palavras definem a diferença entre crer em Deus e fazer-Lhe a
Sublime Vontade.
 
A inteligência é atributo de todos.
A cognição procede da experiência.
O ser vivo evolve sempre e quem evolve aprende e conhece.
A diferenciação entre o gênio do mal e o gênio do bem permanece
na direção do conhecimento.
O demônio, como símbolo de maldade, executa os próprios
desejos, muita vez desvairados e escuros.
O anjo identifica-se com os desígnios do Eterno e cumpre-os
onde se encontra.
 
Recorda, pois, que não basta a escola religiosa a que te filias
para que o problema da felicidade pessoal alcance a solução desejada.
Francisco Cândido Xavier - Fonte Viva - pelo Espírito Emmanuel 49
Adorar o Senhor, esperar e crer nEle são atitudes características
de toda a gente.
 
O único sinal que te revelará a condição mais nobre estará
impresso na ação que desenvolveres na vida, a fim de executar lhe
os desígnios, porque, em verdade, não adianta muito ao aperfeiçoamento
o ato de acreditar no bem que virá do Senhor e sim a
diligência em praticar o bem, hoje, aqui e agora, em seu nome.
 
Emmanuel | Chico Xavier

 

Cristo e nós
“E disse-lhe o Senhor em visão: – Ananias! E ele respondeu:
Eis-me aqui, Senhor!” – (Atos, 9:10.)
 
Os homens esperam por Jesus e Jesus espera igualmente pelos
homens.
Ninguém acredite que o mundo se redima sem almas redimidas.
O Mestre, para estender a sublimidade do seu programa salvador,
pede braços humanos que o realizem e intensifiquem.
 
Começou o apostolado, buscando o concurso de Pedro e André,
formando, em seguida, uma assembléia de doze companheiros
para atacar o serviço da regeneração planetária.
E, desde o primeiro dia da Boa Nova, convida, insiste e apela,
junto das almas, para que se convertam em instrumentos de sua
Divina Vontade, dando-nos a perceber que a redenção procede do
Alto, mas não se concretizará entre as criaturas sem a colaboração
ativa dos corações de boa-vontade.
 
Ainda mesmo quando surge, pessoalmente, buscando alguém
para a sua lavoura de luz, qual aconteceu na conversão de Paulo, o
Mestre não dispensa a cooperação dos servidores encarnados.
Depois de visitar o doutor de Tarso, diretamente, procura Ananias,
enviando-o a socorrer o novo discípulo.
 
Por que razão Jesus se preocupou em acompanhar o recém convertido,
assistindo-o em pessoa? É que, se a Humanidade não
pode iluminar-se e progredir sem o Cristo, o Cristo não dispensa
os homens na obra de soerguimento e sublimação do mundo.
 
“Ide e pregai.”
“Eis que vos mando.”
“Resplandeça a vossa luz diante dos homens.”
“A Seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros.”
Semelhantes afirmativas do Senhor provam a importância por
ele atribuída à contribuição humana.
Amemos e trabalhemos, purificando e servindo sempre.
Onde estiver um seguidor do Evangelho aí se encontra um
mensageiro do Amigo Celestial para a obra incessante do bem.
Cristianismo significa Cristo e nós.
Emmanuel | Chico Xavier

 


 

Fraternidade
Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos
amardes uns aos outros.” – Jesus. (João, 13:35.)
 
Desde a vitória de Constantino, que descerrou ao mundo cristão
as portas da hegemonia política, temos ensaiado diversas
experiências para demonstrar na Terra a nossa condição de discípulos
de Jesus.
Organizamos concílios célebres, formulando atrevidas conclusões
acerca da natureza de Deus e da Alma, do Universo e da
Vida.
Incentivamos guerras arrasadoras que implantaram a miséria
e o terror naqueles que não podiam crer pelo diapasão da nossa fé.
Disputamos o sepulcro do Divino Mestre, brandindo a espada
mortífera e ateando o fogo devorador.
Criamos comendas e cargos religiosos, distribuindo o veneno
e manejando o punhal.
 
Acendemos fogueiras e erigimos cadafalsos, inventamos suplícios
e construímos prisões para quantos discordassem dos
nossos pontos de vista.
Estimulamos insurreições que operaram o embate de irmãos
contra irmãos, em nome do Senhor que testemunhou na cruz o
devotamento à Humanidade inteira.
Edificamos palácios e basílicas, famosos pela suntuosidade e
beleza, pretendendo reverenciar-lhe a memória, esquecidos de que
ele, em verdade, não possuía uma pedra onde repousar a cabeça.
E, ainda hoje, alimentamos a separação e a discórdia, erguendo
trincheiras de incompreensão e animosidade, uns contra os
outros, nos variados setores da interpretação.
 
Entretanto, a palavra do Cristo é insofismável. Não nos faremos
titulares da Boa Nova simplesmente através das atitudes
exteriores...
Precisamos, sim, da cultura que aprimora a inteligência, da
justiça que sustenta a ordem, do progresso material que enriquece
o trabalho e de assembléias que favoreçam o estudo; no entanto,
toda a movimentação humana, sem a luz do amor, pode perder-se
nas sombras...
 
Seremos admitidos ao aprendizado do Evangelho, cultivando
o Reino de Deus que começa na vida íntima.
Estendamos, assim, a fraternidade pura e simples, amparando-
nos mutuamente...
Fraternidade que trabalha e ajuda, compreende e perdoa, entre
a humildade e o serviço que asseguram a vitória do bem. Atendamo-
la, onde estivermos, recordando a palavra do Senhor que
afirmou com clareza e segurança: – “Nisto todos conhecerão que
sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.”

Emmanuel | Chico Xavier

 

 


 

“Certamente cedo venho.” – (Apocalipse, 22:20.)
 
Quase sempre, enquanto a criatura humana respira na carne
jovem, a atitude que lhe caracteriza o coração para com a vida é a
de uma criança que desconhece o valor do tempo.
Dias e noites são curtos para a internação em alegrias e aventuras
fantasiosas. Engodos mil da ilusão efêmera lhe obscurecem
o olhar e as horas se esvaem num turbilhão de anseios inúteis.
Raras pessoas escapam de semelhante perda. Geralmente,
contudo, quando a maturidade aparece e a alma já possui relativo
grau de educação, o homem reajusta, apressado, a conceituação
do dia.
 
A semana é reduzida para o que lhe cabe fazer.
Compreende que os mesmos serviços, na posição em que se
encontra, se repetem a determinados meses do ano, perfeitamente
recapitulados, qual ocorre às estações de frio e calor, floração e
frutescência para a Natureza.
Agita-se, inquieta-se, desdobra-se, no afã de multiplicar as
suas forças para enriquecer os minutos ou ampliá-los, favorecendo
as próprias energias.
 
E, comumente, ao termo da romagem, a morte do corpo surpreende-
o nos ângulos da expectativa ou do entretenimento, sem
que lhe seja dado recuperar os anos perdidos.
Não te embrenhes, assim, na selva humana, despreocupado de
tua habilitação à luz espiritual, ante o caminho eterno.
Francisco Cândido Xavier - Fonte Viva - pelo Espírito Emmanuel 29
No penúltimo versículo do Novo Testamento, que é a Carta
do Amor Divino para a Humanidade, determinou o Senhor fosse
gravada pelo apóstolo a sua promessa solene:
“Certamente, cedo venho.”
Vale-te, pois, do tempo e não te faças tardio na preparação.

Emmanuel | Chico Xavier


 

Reparemos nossas mãos
“... Mostrou-lhes as suas mãos...” – (João, 20:20.)
 
Reaparecendo aos discípulos, depois da morte, eis que Jesus,
ao se identificar, lhes deixa ver o corpo ferido, mostrando-lhes
destacadamente as mãos...
As mãos que haviam restituído a visão aos cegos, levantado
paralíticos, curado enfermos e abençoado velhinhos e crianças,
traziam as marcas do sacrifício.
Traspassadas pelos cravos da cruz, lembravam-lhe a suprema
renúncia.
 
As mãos do Divino Trabalhador não recolheram do mundo
apenas calos do esforço intensivo na charrua do bem. Receberam
feridas sanguinolentas e dolorosas...
O ensinamento recorda-nos a atividade das mãos em todos os
recantos do Globo.
 
O coração inspira.
O cérebro pensa.
As mãos realizam.
 
Em toda parte, agita-se a vida humana pelas mãos que comandam
e obedecem.
Mãos que dirigem, que constroem, que semeiam, que afagam,
que ajudam e que ensinam... E mãos que matam, que ferem, que
apedrejam, que batem, que incendeiam, que amaldiçoam ...
Todos possuímos nas mãos antenas vivas por onde se nos exterioriza
a vida espiritual.
 
Reflete, pois, sobre o que fazes, cada dia.
Não olvides que, além da morte, nossas mãos exibem os sinais
da nossa passagem pela Terra.
As do Cristo, o Eterno Benfeitor, revelavam as chagas obtidas
na divina lavoura do amor. As tuas, amanhã, igualmente falarão
de ti, no mundo espiritual, onde, interrompida a experiência terrestre,
cada criatura arrecada as bênçãos ou as lições da vida, de
acordo com as próprias obras.
Emmanuel/Chico Xavier

 

GUARDEMOS O ENSINO
"Ponde vós estas palavras em vossos ouvidos." - Jesus. (LUCAS, 9:44.)
 
Muitos escutam a palavra do Cristo, entretanto, muito poucos são os que colocam
a lição nos ouvidos.
 
Não se trata de registrar meros vocábulos e sim fixar apontamentos que devem
palpitar no livro do coração.
Não se reportava Jesus à letra morta, mas ao verbo criador.
Os círculos doutrinários do Cristianismo estão repletos de aprendizes que não
sabem atender a esse apelo. Comparecem às atividades espirituais, sintonizando a mente
com todas as inquietações inferiores, menos com o Espírito do Cristo. Dobram joelhos,
repetem fórmulas verbalistas, concentram-se em si mesmos, todavia, no fundo, atuam em
esfera distante do serviço justo.
 
A maioria não pretende ouvir o Senhor e, sim, falar ao Senhor, qual se Jesus
desempenhasse simples função de pajem subordinado aos caprichos de cada um.
São alunos que procuram subverter a ordem escolar.
Pronunciam longas orações, gritam protestos, alinhavam promessas que não
podem cumprir.
 
Não estimam ensinamentos. Formulam imposições.
E, à maneira de loucos, buscam agir em nome do Cristo.
Os resultados não se fazem esperar. O fracasso e a desilusão, a esterilidade e a
dor vão chegando devagarinho, acordando a alma dormente para as realidades eternas.
Não poucos se revoltam, desencantados ...
Não se queixem, contudo, senão de si mesmos.
"Ponde minhas palavras em vossos ouvidos", disse Jesus.
O próprio vento possui uma direção. Teria, pois, o Divino Mestre transmitido
alguma lição, ao acaso?
Vinha de Luz-Emmanuel/Chico Xavier

 

 


 

CULTIVA A PAZ
 
"E, se ali houver algum filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; e, se não, ela
 
voltará para vós." - Jesus. (LUCAS, 10:6.)
 
 
Em verdade, há muitos desesperados na vida humana. Mas quantos se apegam,
 
voluptuosamente, à própria desesperação? quantos revoltados fogem à luz da paciência?
 
quantos criminosos choram de dor por lhes ser impossível a consumação de novos
 
delitos? quantos tristes escapam, voluntariamente, às bênçãos da esperança?
 
Para que um homem seja filho da paz, é imprescindível trabalhe intensamente no
 
mundo Intimo, cessando as vozes da inadaptação à Vontade Divina e evitando as
 
manifestações de desarmonia, perante as íeis eternas.
 
Todos rogam a paz no Planeta atormentado de horríveis discórdias, mas raros se
 
fazem dignos dela.
 
 
Exigem que a tranqüilidade resida no mesmo apartamento onde mora o ódio
 
gratuito aos vizinhos, reclamam que a esperança tome assento com a inconformação e
 
rogam à fé lhes aprove a ociosidade, no campo da necessária preparação espiritual.
 
Para esmagadora maioria dessas criaturas comodistas a paz legítima é realização
 
muito distante.
 
 
Em todos os setores da vida, a preparação e o mérito devem anteceder o benefício.
 
Ninguém atinge o bem-estar em Cristo, sem esforço no bem, sem disciplina
 
elevada de sentimentos, sem iluminação do raciocínio. Antes da sublime edificação,
 
poderão registrar os mais belos discursos, vislumbrar as mais altas perspectivas do plano
 
superior, conviver com os grandes apóstolos da Causa da Redenção, mas poderão
 
igualmente viver longe da harmonia interior, que constitui a fonte divina e inesgotável da
 
verdadeira felicidade, porque se o homem ouve a lição da paz cristã, sem o propósito
 
firme de se lhe afeiçoar, é da própria recomendação do Senhor que esse bem celestial
 
volte ao núcleo de origem como intransferível conquista de cada um.
Emmanuel/Chico Xavier

 


 

SEMENTEIRAS E CEIFAS
"Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção." -
Paulo.(GÁLATAS, 6:8.)
 
Plantaremos todos os dias.
É da lei.
Até os inativos e ociosos estão cultivando o joio da imprevidência.
É necessário reconhecer, porém, que diariamente colheremos.
Há vegetais que produzem no curso de breves semanas, outros, no entanto, só
revelam frutos na passagem laboriosa de muito tempo.
 
Em todas as épocas, a turba cria complicações de natureza material, acentuando o
labirinto das reencarnações dolorosas, demorando-se nas dificuldades da decadência.
Ainda hoje, surgem os que pretendem curar a honra com o sangue alheio e lavar a
injustiça com as represálias do crime. Daí, o ódio de ontem gerando as guerras de hoje, a
ambição pessoal formando a miséria que há de vir, os prazeres fáceis reclamando as
retificações de amanhã.
 
Até hoje, decorridos mais de dezenove séculos sobre o Cristianismo, apenas
alguns discípulos, de quando em quando, compreendem a necessidade da sementeira da
luz espiritual em si mesmos, diferente de quantas se conhecem no mundo, e avançam a
caminho do Mestre dos Mestres.
 
Se desejas, pois, meu amigo, plantar na Lavoura Divina, foge ao velho sistema de
semeaduras na corrupção e ceifas na decadência.
Cultiva o bem para a vida eterna.
Repara as multidões, encarceradas no antigo processo de se levantarem para o
erro e caírem para a corrigenda, e segue rumo ao Senhor, organizando as próprias
aquisições de dons imortais.
Emmnauel/Chico Xavier

 


 

COOPEREMOS FIELMENTE
"Pois somos cooperadores de Deus." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 3:9.)


O Pai é o Supremo Criador da Vida, mas o homem pode ser fiel cooperador dEle.
Deus visita a criatura pela própria criatura.
Almas cerradas sobre si mesmas declarar-se-ão incapazes de serviços nobres;
afirmar-se-ão empobrecidas ou incompetentes.


Há companheiros que atingem o disparate de se proclamarem tão pecadores e tão
maus que se sentem inabilitados a qualquer espécie de concurso sadio na obra cristã,
como se os devedores e os ignorantes não necessitassem trabalhar na própria melhoria.
As portas da colaboração com o divino amor, porém, permanecem constantemente
abertas e qualquer homem de mediana razão pode identificar a chamada para o serviço
divino.


Cultivemos o bem, eliminando o mal.
Façamos luz onde a treva domine.
Conduzamos harmonia às zonas em discórdia.
Ajudemos a ignorância com o esclarecimento fraterno.
Seja o amor ao próximo nossa base essencial em toda construção no caminho
evolutivo.


Até agora, temos sido pesados à economia da vida.
Filhos perdulários, ante o Orçamento Divino, temos despendido preciosas energias
em numerosas existências, desviando-as para o terreno escuro das retificações difíceis ou
do cárcere expiatório.
Ao que nos parece, portanto, segundo os conhecimentos que possuímos, por
"acréscimo de misericórdia", já é tempo de cooperarmos fielmente com Deus, no
desempenho de nossa tarefa humilde.

Emmanuel/Chico Xavier.


Diferença
“Crês que há um só Deus: fazes bem. Também os demônios
o crêem, e estremecem.” – (Tiago, 2:19.)
 
A advertência do apóstolo é de essencial importância no aviso
espiritual.
Esperar benefícios do Céu é atitude comum a todos.
Adorar o Senhor pode ser trabalho de justos e injustos.
Admitir a existência do Governo Divino é traço dominante de
todas as criaturas.
 
Aceitar o Supremo Poder é próprio de bons e maus.
Tiago foi divinamente inspirado neste versículo, porque suas
palavras definem a diferença entre crer em Deus e fazer-Lhe a
Sublime Vontade.
A inteligência é atributo de todos.
A cognição procede da experiência.
O ser vivo evolve sempre e quem evolve aprende e conhece.
A diferenciação entre o gênio do mal e o gênio do bem permanece
na direção do conhecimento.
 
O demônio, como símbolo de maldade, executa os próprios
desejos, muita vez desvairados e escuros.
O anjo identifica-se com os desígnios do Eterno e cumpre-os
onde se encontra.
Recorda, pois, que não basta a escola religiosa a que te filias
para que o problema da felicidade pessoal alcance a solução desejada.
 
Adorar o Senhor, esperar e crer nEle são atitudes características
de toda a gente.
 
O único sinal que te revelará a condição mais nobre estará
impresso na ação que desenvolveres na vida, a fim de executarlhe
os desígnios, porque, em verdade, não adianta muito ao aperfeiçoamento
o ato de acreditar no bem que virá do Senhor e sim a
diligência em praticar o bem, hoje, aqui e agora, em seu nome.
Francisco Cândido Xavier - Fonte Viva - pelo Espírito Emmanuel

 


 

SOMOS DE DEUS
"Nós somos de Deus." - João (I JOÃO, 4:6.)


Não nos é fácil desvencilharmos dos laços que nos imantam aos círculos menos
elevados da vida aos quais ainda pertencemos.
Apesar de nossa origem divina, mil obstáculos nos prendem à idéia de separação
da Paternidade Celeste.
Cega-nos o orgulho para a universalidade da vida.
O egoísmo encarcera-nos o coração.


A vaidade ergue-nos falso trono de favoritismo indébito, buscando afastar-nos da
realidade.
A ambição inferior precipita-nos em abismos de fantasia destruidora.
A revolta forma tempestades de ódio sobre as nossas cabeças.
A ansiedade fere-nos o ser.
E julgamos, nesses velhos conflitos do sentimento, que pertencemos ao corpo
físico, ao preconceito multissecular e à convenção humana, quando todo o patrimônio
material que nos circunda representa empréstimo de forças e possibilidades para
descobrirmos nós mesmos, enriquecendo o próprio valor.
Na maioria das vezes, demoramo-nos no sombrio cárcere da separação, distraídos,
enganados, cegos...


Contudo, a vida continua, segura e forte, semeando luz e oportunidade para que
não nos faltem os frutos da experiência.
Pouco a pouco, o trabalho e a dor, a enfermidade e a morte, compelem-nos a
reconsiderar os caminhos percorridos, impelindo-nos a mente para zonas mais altas. Não
desprezes, pois, esses admiráveis companheiros da jornada humana, porquanto, quase
sempre, em companhia deles, é que chegamos a compreender que somos de Deus.

Emmanuel, por Chico Xavier, Vinha de Luz


 

Pequenas ações

Seja qual seja o seu problema, o trabalho será sempre a sua base de solução.
Não existe processo de angústia que não se desfaça ao toque do trabalho.
Diante de qualquer sofrimento, o trabalho é o nosso melhor caminho de libertação.
O segredo da paz íntima é agir um tanto mais além de nossas supostas possibilidades na
construção do bem.
 
Talvez hoje tudo pareça contra você, mas você prosseguirá compreendendo e agindo,
em apoio do bem, guardando a certeza de que Deus está conosco e de amanhã será outro dia.
Não despreze o valor das minidoações.
O seu concurso supostamente insignificante pode ser o ingrediente complementar que
esteja faltando em valiosa peça de salvação.
 André Luiz

 


 
A POSSE DO REINO
 
“Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer
na fé, e dizendo que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de
Deus.” — (ATOS, CAPÍTULO 14, VERSÍCULO 22.)
 
O Evangelho a ninguém engana, em seus ensinamentos.
É vulgar a preocupação dos crentes tentando subornar as forças divinas.
Não será, no entanto, ao preço de muitas missas, muitos hinos ou muitas sessões
psíquicas que o homem efetuará a sublime aquisição de espiritualidade
excelsa.
 
Naturalmente, toda prática edificante deve ser aproveitada por elemento de
auxilio, no entanto, compete a cada individualidade humana o esforço iluminativo.
A Boa Nova não distribui indulgências a preço do mundo e a criatura
encontra inúmeros caminhos para a ascensão.
Templos e instrutores se multiplicam e cada qual oferece parcelas de
socorro ou assistência, no serviço de orientação; contudo, a entrada e posse
na herança eterna se verificará através de justos testemunhos.
Isto não é acidental. É medida lógica e necessária.
 
Não se improvisam estátuas raras, sem golpes de escopro, como não se
colhe trigo sem campo lavrado.
Não poucos aprendizes costumam interpretar certas advertências do
Evangelho por excesso de exortação ao sofrimento, no entanto, o que lhes parece
obsessão pela dor é imperativo de educação da alma para a vida
imperecível.
 
Homem algum encontrará o estuário infinito das energias divinas, sem o
concurso das tribulações da Terra.
Personalidade sem luta, na Crosta Planetária, é alma estreita. Somente o
trabalho e o sacrifício, a dificuldade e o obstáculo, como elementos de progresso
e auto-superação, podem dar ao homem a verdadeira notícia de sua grandeza.
Emmanuel, Chico Xavier- Pão Nosso
 
 
DE MADRUGADA
“E no primeiro dia da semana Maria Madalena foi ao sepulcro, de
madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra removida do sepulcro.” —
(JOÃO, CAPÍTULO 20, VERSÍCULO 1.)
 
Não devemos esquecer a circunstância em que Maria de Magdala recebe a
primeira mensagem da ressurreição do Mestre.
No seio de perturbações e desalentos da pequena comunidade, a grande
convertida não perde tempo em lamentações estéreis nem procura o sono do
esquecimento.
 
Os companheiros haviam quebrado o padrão de confiança. Entre o
remorso da própria defecção e a amargura pelo sacrifício do Salvador, cuja
lição sublime ainda não conseguiam apreender, confundiam-se em atitudes
negativas. Pensamentos contraditórios e angustiados azorragavam-lhes os
corações.
 
Madalena, contudo, rompe o véu de emoções dolorosas que lhe embarga
os passos. É imprescindível não sucumbir sob os fardos, transformando-os,
acima de tudo, em elemento básico na construção espiritual, e Maria resolve
não se acovardar, ante a dor. Porque o Cristo fora imolado na cruz, não seria
lícito condenar-lhe a memória bem-amada ao olvido ou à indiferença.
 
Vigilante, atenta a si mesma, antes de qualquer satisfação a velhos
convencionalismos, vai ao encontro do grande obstáculo que se constituía do
sepulcro, muito cedo, precedendo o despertar dos próprios amigos e encontra
a radiante resposta da Vida Eterna.
 
Rememorando esse acontecimento simbólico, recordemos nossas antigas
quedas, por havermos esquecido o “primeiro dia da semana”, trocando, em
todas as ocasiões, o “mais cedo” pelo “mais tarde”.
Emmanuel, Chico Xavier em Pão Nosso

 


 

NISTO CONHECEREMOS
 
"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)
 
Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as
perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que
nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que
nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos
que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em
favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração;
 
perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem;
negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos
passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários
por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior;
convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade;
 
descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem
a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual
temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o
espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.
 
Emmanuel/Chico Xavier

 

Não duvides
 
“... O que duvida é semelhante à onda do mar, que é
levada pelo vento e lançada de uma para outra parte.”
– Tiago. (Tiago, 1:6.)
 
Em teus atos de fé e esperança, não permitas que a dúvida se
interponha, como sombra, entre a tua necessidade e o poder do
Senhor.
A força coagulante de teus pensamentos, nas realizações que
empreendes, procede de ti mesmo, das entranhas de tua alma,
porque somente aquele que confia consegue perseverar no levantamento
dos degraus que o conduzirão à altura que deseja atingir.
A dúvida, no plano externo, pode auxiliar a experimentação,
nesse ou naquele setor do progresso material, mas a hesitação no
mundo íntimo é o dissolvente de nossas melhores energias.
Quem duvida de si próprio, perturba o auxílio divino em si
mesmo.
 
Ninguém pode ajudar àquele que se desajuda.
Compreendendo o impositivo de confiança que deve nortearnos
para a frente, insistamos no bem, procurando-o com todas as
possibilidades ao nosso alcance.
 
Abandonemos a pressa e olvidemos o desânimo.
Não importa que a nossa conquista surja triunfante hoje ou
amanhã. Vale trabalhar e fazer o melhor que pudermos, aqui e
agora, porque a vida se incumbe de trazer-nos aquilo que buscamos.
 
Avançar sem vacilações, amando, aprendendo e servindo infatigavelmente
– eis a fórmula de caminhar com êxito, ao encontro
de nossa vitória. E, nessa peregrinação incansável, não nos
esqueçamos de que a dúvida será sempre o frio do derrotismo a
inclinar-nos para a negação e para a morte.
Emmanuel. por chico Xavier- Fonte Viva

 


 

AS FORÇAS DO AMANHÃ
 
"Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?"
- Paulo (I Coríntios, 5:6)
 
Ninguém vive só.
Nossa alma é sempre núcleo de influência para os demais.
Nossos atos possuem linguagem positiva.
Nossas palavras atuam à distância.
 
Achamo-nos magneticamente associados uns aos outros.
Ações e reações caracterizam-nos a marcha.
É preciso saber, portanto, que espécie de forças projetamos naqueles que nos cercam.
Nossa conduta é um livro aberto. Quantos de nossos gestos insignificantes alcançam o
próximo, gerando inesperadas resoluções.
 
Quantas frases, aparentemente inexpressivas, arrojadas de nossa boca estabelecem
grandes acontecimentos.
Cada dia emitimos sugestões para o bem ou para o mal.
Dirigentes arrastam dirigidos.
Servos inspiram administradores.
Qual é o caminho que a nossa atitude está indicando?
 
Um pouco de fermento leveda a massa toda. Não dispomos de recursos para analisar a
extensão de nossa influência, mas podemos examinar-lhe a qualidade essencial.
Acautele-te, pois, com o alimento invisível que forneces às vidas que te rodeiam.
Desdobra-se o destino em correntes de fluxo e refluxo. As forças que hoje se exteriorizam
de nossa atividade voltarão ao centro de nossa atividade, amanhã.

 Emmanuel por Chico Xavier, livro Segue-me


 

BENÇÃO DO SOL
 
"... Nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, nos perturbe e,
por meio dela, muitos sejam contaminados".
- Paulo (Hebreus, 12:15)
 
É razoável estejamos sempre cautelosos a fim de não estendermos o mal ao caminho
alheio.
Os outros colhem os frutos de nossas ações a oferecem-nos, de volta, as reações
conseqüentes.
Daí, o cuidado instintivo em não ferirmos a própria consciência, seja policiando atitudes
ou selecionando palavras, para que vivamos em paz à frente dos semelhantes,
assegurando tranqüilidade a nós mesmos.
 
Em muitas circunstâncias, contudo, não nos imunizamos contra os agentes tóxicos da
queixa. Superestimamos nossos problemas, supomos nossas dores maiores e mais
complexas que as dos vizinhos e, amimalhando o próprio egoísmo, cultivamos indesejável
raiz de amargura no solo do coração. Daí brotam espinheiros mentais, suscetíveis de
golpear quantos renteiam conosco, na atividade cotidiana, envenenando-lhes a vida.
 
Quantas sugestões infelizes teremos coagulado no cérebro dos entes amados
predispondo-os à enfermidade ou à delinqüência com as nossas frases irrefletidas!
Quantos gestos lamentáveis terão vindo à luz, arrancados da sombra por nossas
observações milagrosas.
 
Precatemo-nos contra semelhantes calamidades que se nos instalam nas tarefas do diaa-
dia, quase sempre sem que venhamos a perceber. Esqueçamos ofensas, discórdias,
angústias e trevas, para que a raiz da amargura não encontre clima propício no campo
em que atuamos.
 
Todos necessitamos de felicidade e paz; entretanto, felicidade e paz solicitam amor e
renovação, tanto quanto o progresso e a vida pedem trabalho harmonioso e bênção de
Sol.

Emmanuel, Chico Xavier | Livro: Segue-me !


 

AS FORÇAS DO AMANHÃ
 
"Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?"
- Paulo (I Coríntios, 5:6)
 
Ninguém vive só.
Nossa alma é sempre núcleo de influência para os demais.
Nossos atos possuem linguagem positiva.
Nossas palavras atuam à distância.
Achamo-nos magneticamente associados uns aos outros.
Ações e reações caracterizam-nos a marcha.
 
É preciso saber, portanto, que espécie de forças projetamos naqueles que nos cercam.
Nossa conduta é um livro aberto. Quantos de nossos gestos insignificantes alcançam o
próximo, gerando inesperadas resoluções.
Quantas frases, aparentemente inexpressivas, arrojadas de nossa boca estabelecem
grandes acontecimentos.
 
Cada dia emitimos sugestões para o bem ou para o mal.
Dirigentes arrastam dirigidos.
Servos inspiram administradores.
Qual é o caminho que a nossa atitude está indicando?
 
Um pouco de fermento leveda a massa toda. Não dispomos de recursos para analisar a
extensão de nossa influência, mas podemos examinar-lhe a qualidade essencial.
Acautele-te, pois, com o alimento invisível que forneces às vidas que te rodeiam.
Desdobra-se o destino em correntes de fluxo e refluxo. As forças que hoje se exteriorizam
de nossa atividade voltarão ao centro de nossa atividade, amanhã.
 
Emmanuel/Chico Xavier/Segue-me

 

CRESCEI


"Antes crescei na graça e no conhecimento de Nosso Senhor e Salvador, Jesus-
Cristo." - Pedro. (II PEDRO. 3:18.)


A situação de destaque preocupa constantemente a idéia do homem.
O próprio mendigo, esfarrapado e faminto, muita vez permanece, orgulhoso, na
expectativa de realce no Céu.
Habitualmente, porém, toda ansiedade, nesse particular, é propósito mal dirigido
objetivando crescimento ao inverso.


Não seria, propriamente, o ato de se desenvolver, mas de inchar.
Nessa mesma pauta, muitos aprendizes irrequietos pleiteiam altas remunerações
financeiras, favores do dinheiro fácil, elevação aos postos de autoridade, invocando a
necessidade de crescer para maior eficiência no serviço do Cristo.
Isto, contudo, quase sempre é pura ilusão.


Materializadas as exigências, transformam-se em servidores rodeados de
impedimentos.
O Mestre Divino, que organizou a vida planetária ao influxo do Eterno Pai, possui
suficiente poder, e, para a execução de sua obra, não se demoraria à espera de que esse
ou aquele dos aprendizes se convertesse em especialista em determinados negócios do
mundo.
O crescimento, a que o Evangelho se reporta, deve orientar-se na virtude cristã e
no conhecimento da vontade divina.


Aprenda cada um a sua parte, na esfera de nossosdeveres com Jesus. Atenda ao
programa de edificação que lhe compete, ainda que se encontre sozinho ou perseguido
pela incompreensão dos homens e, então, estará crescendo na graça e no discernimento
para a vida imortal.

Emmanuel, Chico Xavier/Vinha de luz


 

O VERBO É CRIADOR
 
"Mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem." - Jesus.
(MATEUS, 15:18.)
 
O ensinamento do Mestre, sob o véu da letra, consubstancia profunda advertência.
Indispensável cuidar do coração, como fonte emissora do verbo, para que não
percamos a harmonia necessária à própria felicidade.
O que sai do coração e da mente, pela boca, é força viva e palpitante, envolvendo a
criatura para o bem ou para o mal, conforme a natureza da emissão.
 
Do íntimo dos tiranos, por esse processo, origina-se o movimento inicial da guerra,
movimento destruidor que torna à fonte em que nasceu, lançando ruína e aniquilamento.
Da alma dos caluniadores, partem os venenos que atormentam espíritos
generosos, mas que voltam a eles mesmos, escurecendo-lhes os horizontes mentais.
Do coração dos maus, dos perversos e dos inconscientes, surgem, através do
poder verbalista, os primórdios das quedas, dos crimes e das injustiças; todavia, tais
elementos perturbadores não se articulam debalde para os próprios autores, porque dia
chegará em que colherão os frutos amargos da atividade infeliz a que deram impulso.
Assim também, a alegria semeada, por intermédio das palavras salutares e
construtivas, cresce e dá os seus resultados.
 
O auxílio fraterno espalha benefícios infinitos, e o perfume do bem, ainda quando
derramado sobre os ingratos, volta em ondas invisíveis a reconfortar a fronte que o emite.
O ato de bondade é invariável força benéfica, em derredor de quem o mobiliza. Há
imponderáveis energias edificantes, em torno daqueles que mantêm viva a chama dos
bons pensamentos a iluminar o caminho alheio, por intermédio da conversação
estimulante e sadia.
 
Os elementos psíquicos que exteriorizamos pela boca são potências atuantes em
nosso nome, fatores ativos que agem sob nossa responsabilidade, em plano próximo ou
remoto, de acordo com as nossas intenções mais secretas.
É imprescindível vigiar a boca, porque o verbo cria, insinua, inclina, modifica,
renova ou destrói, por dilatação viva de nossa personalidade.
Em todos os dias e acontecimentos da vida, recordemos com o Divino Mestre de
que a palavra procede do coração e, por isso mesmo, contamina o homem.
 
Emmanuel, por Chico Xavier/Vinha de Luz

 

LIBERDADE
 
"Não useis, porém, da liberdade para dar ocasião à carne, mas  servi-vos uns aos
outros pela caridade." - Paulo. (GÁLATAS, 5:13.)
 
Em todos os tempos, a liberdade foi utilizada pelos dominadores da Terra. Em
variados setores da evolução humana, os mordomos do mundo aproveitam-na para o
exercício da tirania, usam-na os servos em explosões de revolta e descontentamento.
Quase todos os habitantes do Planeta pretendem a exoneração de toda e qualquer
responsabilidade, para se mergulharem na escravidão aos delitos de toda sorte.
 
Ninguém, contudo, deveria recorrer ao Evangelho para aviltar o sublime princípio.
A palavra do apóstolo aos gentios é bastante expressiva. O maior valor da
independência relativa de que desfrutamos reside na possibilidade de nos servirmos uns
aos outros, glorificando o bem.
 
O homem gozará sempre da liberdade condicional e, dentro dela, pode alterar o
curso da própria existência, pelo bom ou mau uso de semelhante faculdade nas relações
comuns.
É forçoso reconhecer, porém, que são muito raros os que se decidem à aplicação
dignificante dessa virtude superior.
 
Em quase todas as ocasiões, o perseguido, com oportunidade de desculpar,
mentaliza represálias violentas; o caluniado, com ensejo de perdão divino, recorre à
vingança; o incompreendido, no instante azado de revelar fraternidade e benevolência,
reclama reparações.
 
Onde se acham aqueles que se valem do sofrimento, para intensificar o
aprendizado com Jesus-Cristo? Onde os que se sentem suficientemente livres para
converter espinhos em bênçãos? No entanto, o Pai concede relativa liberdade a todos os
filhos, observando-lhes a conduta.
 
Raríssimas são as criaturas que sabem elevar o sentido da independência a
expressões de vôo espiritual para o Infinito. A maioria dos homens cai, desastradamente,
na primeira e nova concessão do Céu, transformando, às vezes, elos de veludo em
algemas de bronze.
 
Emmanuel, por Chico Xavier/ Vinha de Luz

 
CIÊNCIA E TEMPERANÇA
 
"E à ciência, a temperança; à temperança, a paciência; à paciência, a piedade." - (II
PEDRO, 1:6.)
 
Quem sabe precisa ser sóbrio.
Não vale saber para destruir.
Muita gente, aos primeiros contactos com a fonte do conhecimento, assume
atitudes contraditórias. Impondo idéias, golpeando aqui e acolá, semelhantes expositores
do saber nada mais realizam que a perturbação.
 
É por isso que a ciência, em suas expressões diversas, dá mão forte a conflitos
ruinosos ou inúteis em política, filosofia e religião.
Quase todos os desequilíbrios do mundo se originam da intemperança naqueles
que aprenderam alguma coisa.
 
Não esqueçamos. Toda ciência, desde o recanto mais humilde ao mais elevado da
Terra, exige ponderação. O homem do serviço de higiene precisa temperança, a fim de que
a sua vassoura não constitua objeto de tropeço, tanto quanto o homem de governo
necessita sobriedade no lançamento das leis, para não conturbar o espírito da multidão. E
não olvidemos que a temperança, para surtir o êxito desejado, não pode eximir-se à
paciência, como a paciência, para bem demonstrar-se, não pode fugir à piedade, que é
sempre compreensão e concurso fraternal.
 
Se algo sabes na vida, não te precipites a ensinar como quem tiraniza,
menosprezando conquistas alheias. Examina as situações características de cada um e
procura, primeiramente, entender o irmão de luta.
 
Saber não é tudo. É necessário fazer. E para bem fazer, homem algum dispensará a
calma e a serenidade, imprescindíveis ao êxito, nem desdenhará a cooperação, que é a
companheira dileta do amor.
 
Emmanuel, por Chico Xavier

 


 

VÉUS
 
"Mas quando se converterem ao Senhor, então o véu se tirará." - Paulo. (II
CORÍNTIOS, 3:16.)
 
Não é fácil rasgar os véus que ensombram a mente humana.
Quem apenas analisa, pode ser defrontado por dificuldades inúmeras,
demorando-se muito tempo nas interpretações alheias.
Quem somente se convence, pode tender ao dogmatismo feroz.
 
Muitos cientistas e filósofos, escritores e pregadores assemelham-se aos pássaros
de bela plumagem, condenados a baixo vôo em cipoais extensos. Vigorosas inteligências,
temporariamente frustradas por véus espessos, estão sempre ameaçadas de surpresas
dolorosas, por não se afeiçoarem, realmente, às verdades que elas mesmas admitem e
ensinam.
 
Exportadores de teorias, olvidam os tesouros da prática e dai as dúvidas e
negações que, por vezes, lhes assaltam o entendimento. Esperam o bem que ainda não
semearam e exigem patrimônios que não construíram, por descuidados de si próprios.
Conseguem teorizar valorosamente, aconselhar com êxito, mas, nos grandes
momentos da vida, sentem-se perplexos, confundidos, desalentados...
 
É que lhes falta a verdadeira transformação para o bem, com o Cristo, e, para que
sintam efetivamente a vida eterna com o Senhor, é indispensável se convertam ao serviço de redenção.
 
Somente quando chegam a semelhante cume espiritual é que se libertam dos véus pesados que
lhes obscurecem o coração e o entendimento, atingindo as esferas superiores, em vôos
sublimes para a Divindade.
 
Emmanuel, por Chico Xavier em Vinha de Luz

 

EXAMINEMOS A NÓS MESMO
 
 Livro dos espíritos - Questão 919
 
O dever do espírita-cristão é tornar-se progressivamente melhor.
Útil, assim, verificar, de quando em quando, com rigoroso exame pessoal, a nossa
verdadeira situação íntima.
Espírita que não progride durante três anos sucessivos permanece estacionário.
 
Testa a paciência própria: - Estás mais calmo, afável e compreensivo?
Inquire as tuas relações na experiência doméstica:
- Conquistaste mais alto clima de paz dentro de casa?
 
Investiga as atividades que te competem no templo doutrinário: - Colaboras com mais
euforia na seara do Senhor?
Observa-te nas manifestações perante os amigos: - Trazes o Evangelho mais vivo nas
atitudes?
Reflete em tua capacidade de sacrifício: - Notas em ti mesmo mais ampla disposição de
servir voluntariamente?
Pesquisa o próprio desapego: - Andas um pouco mais livre do anseio de influência e de
posses terrestres?
 
Usas mais intensamente os pronomes "nos", "nosso" e "nossa" e menos os
determinativos "eu", "meu" e "minha"?
Teus instantes de tristeza ou de cólera surda, às vezes tão conhecidos somente por ti,
estão presentemente mais raros?
Diminuíram-te os pequenos remorsos ocultos no recesso da alma?
 
Dissipaste antigos desafetos e aversões?
Superastes os lapsos crônicos de desatenção e negligência?
Estudas mais profundamente a Doutrina que professas?
 
Entendes melhor a função da dor?
Ainda cultivas alguma discreta desavença?
Auxilias aos necessitados com mais abnegação?
Tens orado realmente?
 
Teus ideias evoluíram?
Tua fé raciocinada consolidou-se com mais segurança?
Tens o verbo mais indulgente, os braços mais ativos e as mãos mais abençoadoras?
Evangelho é alegria no coração: - Estás, de fato, mais alegre e feliz intimamente, nestes
três últimos anos?
 
Tudo caminha! Tudo evolui! Confiramos o nosso rendimento individual com o Cristo!
Sopesa a existência hoje, espontaneamente, em regime de paz, para que te não vejas na
obrigação de sopesá-la amanhã sob o impacto da dor.
Não te iludas!  Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo
rumo à Vida Espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida.
 
Interroga a consciência quanto à utilidade que vens dando ao tempo, à saúde e aos
ensejos de fazer o bem que desfrutas na vida diária.
Faze  isso  agora,  enquanto  te  vales  do  corpo  humano,  com  a  possibilidade  de
reconsiderar diretrizes e desfazer enganos facilmente, pois, quando passares para o lado
de cá, muita vez, já será mais difícil...
 
EMMANUEL/ANDRÉ LUIZ
Opinião espírita/ Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

 

A LUZ INEXTINGUÍVEL
 
"A caridade jamais se acaba." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 13:8.)
 
Permaneces no campo da experiência humana, em plena atividade transformadora.
Todas as situações de que te envaideces, comumente, são apenas ângulos
necessários mas instáveis de tua luta.
A fortuna material, se não a fundamentas no trabalho edificante e continuo, é
patrimônio inseguro.
 
A família humana, sem laços de verdadeira afinidade espiritual, é ajuntamento de
almas, em experimentação de fraternidade, da qual te afastarás, um dia, com extremas
desilusões.
A eminência diretiva, quando não solidificada em alicerces robustos de justiça e
sabedoria, de trabalho e consagração ao bem, é antecâmara do desencanto.
A posição social é sempre um jogo transitório.
As emoções da esfera física, em sua maior parte, apagam-se como a chama duma
vela.
 
A mocidade do corpo denso é floração passageira.
A fama e a popularidade costumam ser processos de tortura incessante.
A tranqüilidade mentirosa é introdução a tormentos morais.
A festa desequilibrante é véspera de laborioso reparo.
O abuso de qualquer natureza compele ao reajustamento apressado.
Tudo, ao redor de teus passos, na vida exterior, é obscuro e problemático.
O amor, porém, é a luz inextinguível.
 
A caridade jamais se acaba.
O bem que praticares, em algum lugar, é teu advogado em toda parte.
Através do amor que nos eleva, o mundo se aprimora.
Ama, pois, em Cristo, e alcançarás a glória eterna
 
Emmanuel, por Chico Xavier em Vinha de Luz
 

 

NÃO AS PALAVRAS

"Mas em breve irei ter convosco, se o Senhor quiser, e então conhecerei, não as
palavras dos que andam inchados, mas a virtude." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 4:19.)

Cristo e os seus cooperadores não virão ao encontro dos aprendizes para
conhecerem as palavras dos que vivem na falsa concepção do destino, mas sim dos que
se identificaram com o espírito imperecível da construção evangélica.
É indubitável que o Senhor se interessará pelas obras; contudo, toda vez que nos
reportamos a obras, geralmente os ouvintes somente se lembram das instituições
materiais, visíveis no mundo, ricas ou singelas, simples ou suntuosas.

Muita vez, as criaturas menos favorecidas de faculdades orgânicas, qual o deficiente visual ou
o portador de deficiência física, acreditam-se aniquiladas ou inúteis, ante conceituação dessa natureza.
É que, comumente, se esquece o homem das obras de santificação que lhe
compete efetuar no próprio espírito.

Raros entendem que é necessário manobrar pesados instrumentos da vontade a
fim de conquistar terreno ao egoísmo; usar enxada de esforço pessoal para o
estabelecimento definitivo da harmonia no coração. Poucos se recordam de que possuem
idéias frágeis e pequeninas acerca do bem e que é imprescindível manter recursos íntimos
de proteção a esses germens para que frutifiquem mais tarde.

É lógico que as palavras dos que não vivem inchados de personalismo serão
objeto das atenções do Mestre, em todos os tempos, mesmo porque o verbo é também
força sagrada que esclarece e edifica. Urge, todavia, fugir aos abusos do palavrório
improdutivo que menospreza o tempo na "vaidade das vaidades".

Não olvides, pois, que, antes das obras externas de qualquer natureza, sempre
fáceis e transitórias, tens por fazer a construção íntima da sabedoria e do amor, muito
difícil de ser realizada, na verdade, mas, por isto mesmo, sublimada e eterna.

Emmanuel, por Chico Xavier em Vinha de Luz

 


Em nossas tarefas

“... não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às
humildes.” – Paulo. (Romanos, 12:16.)

“Não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes”
– recomenda o apóstolo, sensatamente.
Muitos aprendizes do Evangelho almejam as grandes realizações de um dia para outro...

A coroa da santidade.
O poder da cura...
A glória do conhecimento superior...
As edificações de grande alcance...

Entretanto, aspirar só por si não basta à realização.
Tudo, nos círculos da Natureza, obedece ao espírito de seqüência.
A árvore vitoriosa na colheita passou pela condição do arbusto frágil.
A catarata que move poderosas turbinas é um conjunto de fios
d’água no nascedouro.

Imponente é o projeto para a construção de uma casa nobre,
no entanto, é indispensáve  o serviço da picareta e da pá, do tijolo
e da pedra, para que a arte e o reconforto se exprimam.
Abracemos os deveres humildes com devoção ao nosso ideal
de progresso e triunfo.

Por mais árdua e mais simples a nossa obrigação, atendamo-la com amor.
A palavra de Paulo é sábia e  justa, porque,  escalando com
firmeza as faixas inferiores do  monte, com facilidade lhe conquistamos o
cimo e, aceitando de boa-vontade as tarefas pequeninas,
as grandes tarefas virão espontâneamente ao nosso encontro.


Natal
“Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra e boavontade
para com os homens.” – (Lucas, 2:14.)

As legiões angélicas, junto à Manjedoura, anunciando o
Grande Renovador, não apresentaram qualquer palavra de violência.
Glória a Deus no Universo Divino. Paz na Terra.
Boa-vontade para com os Homens.

O Pai Supremo, legando a nova era de segurança e tranqüilidade
ao mundo, não declarava o Embaixador Celeste investido de
poderes para ferir ou destruir.
Nem castigo ao rico avarento.
Nem punição ao pobre desesperado.
Nem desprezo aos fracos.
Nem condenação aos pecadores.
Nem hostilidade para com o fariseu orgulhoso.
Nem anátema contra o gentio inconsciente.

Derramava-se o Tesouro Divino, pelas mãos de Jesus, para o
serviço da Boa-Vontade.
A justiça do “olho por olho” e do “dente por dente” encontrara,
enfim, o Amor disposto à sublime renúncia até à cruz.
Homens e animais, assombrados ante a luz nascente na estrebaria,
assinalaram júbilo inexprimível...
Daquele inolvidável momento em diante a Terra se renovaria.
O algoz seria digno de piedade.
O inimigo converter-se-ia em irmão transviado.
O criminoso passaria à condição de doente.

Em Roma, o povo gradativamente extinguiria a matança nos
circos. Em Sídon, os escravos deixariam de ter os olhos vazados
pela crueldade dos senhores. Em Jerusalém, os enfermos não mais
seriam relegados ao abandono nos vales de imundície.
Jesus trazia consigo a mensagem da verdadeira fraternidade e,
revelando-a, transitou vitorioso, do berço de palha ao madeiro
sanguinolento.

Irmão, que ouves no Natal os ecos suaves do cântico milagroso
dos anjos, recorda que o Mestre veio até nós para que nos
amemos uns aos outros.

Natal! Boa Nova! Boa-Vontade!

Estendamos a simpatia para com todos e comecemos a viver
realmente com Jesus, sob os esplendores de um novo dia.

Emmanuel, por Chico Xavier
paga
Solidão

“O presidente, porém, disse: – mas, que mal fez ele? E
eles mais clamavam, dizendo: – seja crucificado.” –
(Mateus, 27:23.)


À medida que te elevas, monte acima, no desempenho do
próprio dever, experimentas a solidão dos cimos e incomensurável
tristeza te constringe a alma sensível.
Onde se encontram os que sorriram contigo no parque primaveril
da primeira mocidade?
Onde pousam os corações que te buscavam o aconchego nas
horas de fantasia? Onde se acolhem quantos te partilhavam o pão
e o sonho, nas aventuras ridentes do início?
Certo, ficaram...

Ficaram no vale, voejando em círculo estreito, à maneira das
borboletas douradas, que se esfacelam ao primeiro contacto da
menor chama de luz que se lhes descortine à frente.
Em torno de ti, a claridade, mas também o silêncio...
Dentro de ti, a felicidade de saber, mas igualmente a dor de
não seres compreendido...

Tua voz grita sem eco e o teu anseio se alonga em vão.
Entretanto, se realmente sobes, que ouvidos te poderiam escutar
a grande distância e que coração faminto de calor do vale se
abalançaria a entender, de pronto, os teus ideais de altura?
Choras, indagas e sofres...
Contudo, que espécie de renascimento não será doloroso?

A ave, para libertar-se, destrói o berço da casca em que se
formou, e a semente, para produzir, sofre a dilaceração na cova
desconhecida.
A solidão com o serviço aos semelhantes gera a grandeza.
A rocha que sustenta a planície costuma viver isolada e o Sol
que alimenta o mundo inteiro brilha sozinho.
Não te canses de aprender a ciência da elevação.
Lembra-te do Senhor, que escalou o Calvário, de cruz aos
ombros feridos. Ninguém o seguiu na morte afrontosa, à exceção
de dois malfeitores, constrangidos à punição, em obediência à
justiça.
Recorda-te dele e segue...

Não relaciones os bens que já espalhaste.
Confia no Infinito Bem que te aguarda.
Não esperes pelos outros, na marcha de sacrifício e engrandecimento.
E não olvides que, pelo ministério da redenção que
exerceu para todas as criaturas, o Divino Amigo dos homens não
somente viveu, lutou e sofreu sozinho, mas também foi perseguido
e crucificado.
Francisco Cândido Xavier  - pelo Espírito Emmanuel 149
 
paga
Impedimentos
 
“Deixemos todo impedimento e pecado que tão de perto
nos rodeiam e corramos com perseverança à carreira
que nos está proposta.” – Paulo. (Hebreus, 12:1.)
 
O grande apóstolo da gentilidade figura o trabalho cristão
como sendo uma carreira da alma, no estádio largo da vida.
Paulo, naturalmente, em recorrendo a essa imagem, pensava
nos jogos gregos de sua época e, sem nos referirmos ao entusiasmo
e à emulação benéfica que devem presidir semelhante esforço,
recordemos tão-somente o ato inicial dos competidores.
 
Cada participante do prélio despia a roupagem exterior para
disputar a partida com indumentária tão leve quanto possível.
Assim, também, na aquisição de vida eterna, é imprescindível
nos desfaçamos da indumentária asfixiante do espírito.
 
É necessário que o coração se faça leve, alijando todo fardo inútil.
Na claridade da Boa Nova, o discípulo encontra-se à frente do
Mestre, investido de obrigações santificantes para com todas as criaturas.
As inibições contra a carreira vitoriosa costumam aparecer
todos os dias. Temo-las, com freqüência, nos mais insignificantes
passos do caminho.
 
A cada hora surge o impedimento inesperado.
É o parente frio e incompreensivo.
A secura dos corações ao redor de nós.
O companheiro que desertou.
A mulher que desapareceu, perseguindo objetivos inferiores.
O amigo que se iludiu nas ilhas de repouso, deliberando atrasara jornada.
O cooperador que a morte levou consigo.
 
O ódio gratuito.
A indiferença aos apelos do bem.
A perseguição da maldade.
A tormenta da discórdia.
 
A Boa Nova, porém, oferece ao cristão a conquista da glória divina.
Se quisermos alcançar a meta, ponhamos de lado todo impedimento
e corramos, com perseverança, na prova de amor e luz
que nos está proposta.
Francisco Cândido Xavier- pelo Espírito Emmanuel
 
paga

Na instrumentalidade


“Como se conhecerá o que se toca com a flauta ou com
a cítara?” – Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, 14:7.)


Cada companheiro de serviço cristão deveria considerar-se
instrumento nas mãos do Divino Mestre, a fim de que a sublime
harmonia do Evangelho se faça irrepreensível para a vitória completa
do bem.
Todavia, se a ilimitada sabedoria do Celeste Emissor se mantém
soberana e perfeita, os receptores terrenos pecam por deficiências
lamentáveis.


Esse tem fé, mas não sabe tolerar as lacunas do próximo.
Aquele suporta cristãmente as fraquezas do vizinho, contudo,
não possui energia nem mesmo para governar os próprios impulsos.
Aquele outro é bondoso e confiante, mas foge ao estudo e à
meditação, favorecendo a ignorância.
Outro, ainda, é imaginoso e entusiasta, entretanto, escapa sutilmente
ao esforço dos braços.
Um é conselheiro excelente, no entanto, não santifica os próprios
atos.


Outro retém brilhante verbo na pregação doutrinária, todavia,
é apaixonado cultor de anedotas menos dignas com que desfigura
o respeito à revelação de que é portador.
Esse estima a castidade do corpo, mas desvaira-se pela aquisição
de dinheiro fácil.

Outro, mais além, conseguiu desprender-se das posses de ouro
e terra, casa e moinho, mas cultiva verdadeiro incêndio na
carne.
É indiscutível a nossa imperfeição de seguidores da Boa Nova.
Por isso mesmo, guardamos o título de aprendizes.
O Planeta não é o paraíso terminado e achamo-nos, por nossa
vez, muito distantes da angelitude.


Todavia, obedecendo ou administrando, ensinando ou combatendo,
é indispensável afinar o nosso instrumento de serviço pelo
diapasão do Mestre, se não desejamos prejudicar-lhe as obras.
Evitemos a execução insegura, indistinta ou perturbadora, oferecendo-
lhe plena boa-vontade na tarefa que nos cabe, e o Reino
Divino se manifestará mais rapidamente onde estivermos.

Francisco Cândido Xavier  - pelo Espírito Emmanuel

paga

 

Estendamos o bem
“Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o
bem”. – Paulo. (Romanos, 12:21.)
 
Repara que, em plena casa da Natureza, todos os elementos,
em face do mal, oferecem o melhor que possuem para o reajustamento
da harmonia e para a vitória do bem.
Quando o temporal parece haver destruído toda a paisagem,
congregam-se as forças divinas da vida para a obra do refazimento.
 
O Sol envia luz sobre o lamaçal, curando as chagas do chão.
O vento acaricia o arvoredo e enxuga-lhe os ramos.
O cântico das aves substitui a voz do trovão.
A planície recebe a enxurrada, sem revoltar-se, e converte-a
em adubo precioso.
 
O ar que suporta o peso das nuvens e o choque da faísca destruidora,
torna à leveza e à suavidade.
A árvore de frondes quebradas ou feridas regenera-se, em silêncio,
a fim de produzir novas flores e novos frutos.
A terra, nossa mãe comum, sofre a chuva de granizos e o banho
de lodo, periodicamente, mas nem por isso deixa de engrandecer
o bem cada vez mais.
 
Por que conservaremos, por nossa vez, o fel e o azedume do
mal, na intimidade do coração?
Aprendamos a receber a visita da adversidade, educando-lhe
as energias para proveito da vida.
 
A ignorância é apenas uma grande noite que cederá lugar ao
sol da sabedoria.
Usa o tesouro de teu amor, em todas as direções, e estendamos
o bem por toda parte.
 
A fonte, quando tocada de lama, jamais se dá por vencida.
Acolhe os detritos no próprio seio e, continuando a fluir, transforma-
os em bênçãos, no curso de suas águas que prosseguem
correndo, com brandura e humildade, para benefício de todos.
 
Francisco Cândido Xavier  pelo Espírito Emmanuel
paga
Autolibertação
 
“... Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que
nada podemos levar dele.” – Paulo. (1ª Epístola a Timóteo,6:7.)
 
Se desejas emancipar a alma das grilhetas escuras do “eu”,
começa o teu curso de autolibertação, aprendendo a viver “como
possuindo tudo e nada tendo”, “com todos e sem ninguém”.
Se chegaste à Terra na condição de um peregrino necessitado
de aconchego e socorro e se sabes que te retirarás dela sozinho,
resigna-te a viver contigo mesmo, servindo a todos, em favor do
teu crescimento espiritual para a imortalidade.
 
Lembra-te de que, por força das leis que governam os destinos,
cada criatura está ou estará em solidão, a seu modo, adquirindo
a ciência da auto-superação.
Consagra-te ao bem, não só pelo bem de ti mesmo, mas, acima
de tudo, por amor ao próprio bem.
Realmente grande é aquele que conhece a própria pequenez,
ante a vida infinita.
 
Não te imponhas, deliberadamente, afugentando a simpatia;
não dispensarás o concurso alheio na execução de tua tarefa.
Jamais suponhas que a tua dor seja maior que a do vizinho ou
que as situações do teu agrado sejam as que devam agradar aos
que te seguem. Aquilo que te encoraja pode espantar a muitos e o
material de tua alegria pode ser um veneno para teu irmão.
 
Sobretudo, combate a tendência ao melindre pessoal com a
mesma persistência empregada no serviço de higiene do leito em
que repousas. Muita ofensa registrada é peso inútil ao coração.
Guardar o sarcasmo ou o insulto dos outros não será o mesmo
que cultivar espinhos alheios em nossa casa?
 
Desanuvia a mente, cada manhã, e segue para diante, na certeza
de que acertaremos as nossas contas com Quem nos emprestou
a vida e não com os homens que a malbaratam.
Deixa que a realidade te auxilie a visão e encontrarás a divina
felicidade do anjo anônimo, que se confunde na glória do bem
comum.
 
Aprende a ser só, para seres mais livre no desempenho do dever
que te une a todos, e, de pensamento voltado para o Amigo
Celeste, que esposou
Francisco Cândido Xavier - Fonte Viva - pelo Espírito Emmanuel

 

a-feet6b

Perdoa e serve


Cap. VIII – Item 13 Evangelho segundo o Espiritismo.


Tiveste hoje motivo de reclamar.
No entanto, perdoa e serve sempre.
Medita e perceberás o problema dos outros.
Alguém levantou a voz, procurando ferir-te...


Mas não lhe viste as marcas da enfermidade com que talvez
amanhã se recolha à sombra do hospício.
Esse passou renteando contigo, fingindo não te ver...
Pensa, contudo, que, dentro de breves dias, possivelmente buscará,
em vão, esconder os sulcos da próprias chagas.
Aquele te furtou, roubando a si mesmo.


Aquele outro julga enganar-te, quando ilude a si próprio.
E há quem se suponha colocado tão alto que não teme oprimirte,
para cair, em breve tempo, sob o golpe da morte.


Perdoa a tudo e a todos, infatigavelmente, porque os ofensores
de qualquer condição carregam consigo o remorso, como espinho
de fogo encravado no próprio ser.
Toda criatura necessita de perdão, como precisa de ar, porquanto
o amor é o sustento da vida.
Não permitas, porém, que o perdão seja apenas um som musical
nos movimentos da língua.


Reflete quantas vezes tens errado também, reclamando o entendimento
e tolerância, e esquece toda ofensa, recomeçando a
servir ao lado de teus irmãos.

Lembra-te, acima de tudo, de que, perdoando, a bênção de
Deus consegue descer até às lutas da alma e que somente perdoando
é que a alma consegue elevar-se para a bênção de Deus.

Meimei | Francisco Cândido Xavier / Waldo Vieira – O Espírito da Verdade

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Crítica
 
Cap. XII – Item 2 Evangelho segundo o Espiritismo.
 
Se você está na hora de criticar alguém, pense um pouco, antes
de iniciar.
Se o parente está em erro, lembre-se de que você vive junto
dele para ajudar.
Se o irmão revela procedimento lamentável, recorde que há
moléstias ocultas que podem atingir você mesmo.
Se um companheiro faliu, é chegado o momento de substituí-lo
em trabalho, até que volte.
 
Se o amigo está desorientado, medite nas tramas da obsessão.
Se o homem da atividade pública parece fora do eixo, o desequilíbrio
é problema dele.
Se há desastres morais nos vizinhos, isso é motivo para auxílio
fraterno, porquanto esses mesmos desastres provavelmente chegarão
até nós.
 
Se o próximo caiu em falta, não é preciso que alguém lhe agrave
as dores de consciência.
Se uma pessoa entrou em desespero, no colapso das próprias
energias, o azedume não adianta.
 
Ainda que você esteja diante daqueles que se mostram plenamente
mergulhados na loucura ou na delinqüência, fale no bem e
fuja da crítica destrutiva, porque a sua reprovação não fará o serviço
dos médicos e dos juizes indicados para socorrê-los, e, mesmo
que a sua opinião seja austera e condenatória, nisso ou naquilo,
você não pode olvidar que a opinião de Deus, Pai de nós todos,
pode ser diferente.
 
Francisco Cândido Xavier / Waldo Vieira – O Espírito da Verdade
André Luiz

a-feet6b

A rigor
Cap. I – Item 7, Evangelho Segundo o Espiritismo.
Espírito Santo – falange dos Emissários da Providência que
superintende os grandes movimentos da Humanidade na Terra e no
Plano Espiritual.
Reino de Deus – estado de sublimação da alma, criado por ela
própria, através de reencarnações incessantes.
Céu – esferas espirituais santificadas onde habitam Espíritos
Superiores que exteriorizam, do próprio íntimo, a atmosfera de paz
e felicidade.
Milagre – designação de fatos naturais cujo mecanismo familiar
à Lei Divina ainda se encontra defeso ao entendimento fragmentário
da criatura.
 
Mistério – parte ignorada das Normas Universais que, paulatinamente,
é identificada e compreendida pelo espírito humano.
Sobrenatural – definição de fenômenos que ainda não se incorporam
aos domínios do hábito.
Santo – atributo dirigido a determinadas pessoas que aparentemente
atenderam, na Terra, à execução do próprio dever.
Tentação – posição pessoal de cativeiro interior a vícios instintivos
que ainda não conseguimos superar por nós mesmos.
Dia de juízo – oportunidade situada entre dois períodos de existência
da alma, que se referem à sementeira de ações e à renovação
da própria conduta.
Salvação – libertação e preservação do espírito contra o perigo
de maiores males, no próprio caminho, a fim de que se confie à
construção da própria felicidade, nos domínios do bem, elevandose
a passos mais altos de evolução.
 
O Espiritismo tem por missão fundamental, entre os homens, a
reforma interior de cada um, fornecendo explicações ao porquê dos
destinos, razão pela qual muitos conceitos usuais são por ele restaurados
ou corrigidos, para que se faça luz nas consciências e
consolo nos corações. Assim como o Cristo não veio destruir a Lei,
porém cumpri-la, a Doutrina Espírita não veio desdizer os ensinos
do Senhor, mas desenvolvê-los, completá-los e explicá-los “em
termos claros e para todos, quando foram ditos sob formas
alegóricas”.
 
A rigor, a verdade pode caminhar distante da palavra com que
aspiramos a traduzi-la.
Renove, pois, as expressões do seu pensamento e a vida renovar-
se-lhe-á inteiramente, nas fainas de cada hora.
André Luiz
Francisco Cândido Xavier / Waldo Vieira – O Espírito da Verdade

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LEVANTAI OS OLHOS
 
"Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão
brancas para a ceifa." - Jesus. (JOÃO, 4:35.)
 
O mundo está cheio de trabalhos ligados ao estômago.
A existência terrestre permanece transbordando emoções relativas ao sexo.
Ninguém contesta o fundamento sagrado de ambos, entretanto, não podemos
estacionar numa ou noutra expressão.
 
Há que levantar os olhos e devassar zonas mais altas. É preciso cogitar da colheita
de valores novos, atendendo ao nosso próprio celeiro.
Não se resume a vida a fenômenos de nutrição, nem simplesmente à continuidade
da espécie.
 
Laborioso serviço de iluminação espiritual requisita o homem.
Valiosos conhecimentos reclamam-no a esferas superiores.
Verdades eternas proclamam que a felicidade não é um mito, que a vida não
constitui apenas o curto período de manifestações carnais na Terra, que a paz é tesouro
dos filhos de Deus, que a grandeza divina é a maravilhosa destinação das criaturas; no
entanto, para receber tão altos dons é indispensável erguer os olhos, elevar o
entendimento e santificar os raciocínios.
 
É imprescindível alçar a lâmpada sublime da fé, acima das sombras.
Irmão muito amado, que te conservas sob a divina árvore da vida, não te fixes tão somente
nos frutos da oportunidade perdida que deixaste apodrecer, ao abandono...
Não te encarceres no campo inferior, a contemplar tristezas, fracassos, desenganos!...
Olha para o alto! ...
Repara as frondes imortais, balouçando-se ao sopro da Providência Divina!
Dá-te aos labores da ceifa e observa que, se as raízes ainda se demoram presas ao solo,
os ramos viridentes, cheios de frutos substanciosos, avançam no Infinito, na direção dos
Céus.
 

Emmanuel, por Chico Xavier,

 

 

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Vidas sucessivas
“Não te maravilhes de te haver dito: Necessário vos é
nascer de novo.” – Jesus. (João, 3:7.)
 
A palavra de Jesus a Nicodemos foi suficientemente clara.
Desviá-la para interpretações descabidas pode ser compreensível
no sacerdócio organizado, atento às injunções da luta humana,
mas nunca nos espíritos amantes da verdade legítima.
A reencarnação é lei universal.
Sem ela, a existência terrena representaria turbilhão de desordem
e injustiça; à luz de seus esclarecimentos, entendemos todos
os fenômenos dolorosos do caminho.
O homem ainda não percebeu toda a extensão da misericórdia
divina, nos processos de resgate e reajustamento.
 
Entre os homens, o criminoso é enviado a penas cruéis, seja
pela condenação à morte ou aos sofrimentos prolongados.
A Providência, todavia, corrige, amando... Não encaminha os
réus a prisões infectas e úmidas. Determina somente que os comparsas
de dramas nefastos troquem a vestimenta carnal e voltem
ao palco da atividade humana, de modo a se redimirem, uns à
frente dos outros.
 
Para a Sabedoria Magnânima nem sempre o que errou é um
celerado, como nem sempre a vítima é pura e sincera. Deus não
vê apenas a maldade que surge à superfície do escândalo; conhece
o mecanismo sombrio de todas as circunstâncias que provocaram
um crime.
 
O algoz integral como a vítima integral são desconhecidos do
homem; o Pai, contudo, identifica as necessidades de seus filhos e
reúne-os, periodicamente, pelos laços de sangue ou na rede dos
compromissos edificantes, a fim de que aprendam a lei do amor,
entre as dificuldades e as dores do destino, com a bênção de temporário
esquecimento.
 
Francisco Cândido Xavier - Caminho, Verdade e Vida - pelo Espírito Emmanuel

 

 

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MÁS PALESTRAS
 
“Não vos enganeis; as más conversações corrompem os bons
costumes.” — Paulo. (1ª EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS, CAPÍTULO 15,
VERSÍCULO 33.)
 
A conversação menos digna deixa sempre o traço da inferioridade por
onde passou. A atmosfera de desconfiança substitui, imediatamente, o clima da
serenidade, O veneno de investigações doentias espalha-se com rapidez.
 
Depois da conversação indigna, há sempre menos sinceridade e menor
expressão de força fraterna. Em seu berço ignominioso, nascem os fantasmas
da calúnia que escorregam por entre criaturas santamente intencionadas,
tentando a destruição de lares honestos; surgem as preocupações inferiores
que espiam de longe, enegrecendo atitudes respeitáveis; emerge a curiosidade
criminosa, que comparece onde não é chamada, emitindo opiniões desabridas,
induzindo os que a ouvem à mentira e àdemência.
 
A má conversação corrompe os pensamentos mais dignos. As palestras
proveitosas sofrem-lhe, em todos os lugares, a perseguição implacável, e imprescindível
se torna manter-se o homem em guarda contra o seu assédio
insistente e destruidor.
 
Quando o coração se entregou a Jesus, é muito fácil controlar os assuntos
e eliminar as palavras aviltantes.
 
Examina sempre as sugestões verbais que te cercam no caminho diário.
Trouxeram-te denúncias, más notícias, futilidades, relatórios malsãos da vida
alheia? Observa como ages. Em todas as ocasiões, há recurso para retificares
amorosamente, porqüanto podes renovar todo esse material, em Jesus-Cristo.

Emmanuel, por Chico Xavier

 

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Ama Sempre
 
Encontrarás talvez, junto de ti, os que te pareçam errados.
Esse cometeu falta determinada, aquele se acomodou numa situação considerada infeliz.
Respeita o tribunal que lhes indicou tratamento, sem recusar-lhes auxílio.
Quem conhecerá todas as circunstâncias para sentenciar, em definitivo,
quanto às atitudes de alguém, analisando efeitos sem penetrar as causas profundas?
 
Deliciava-se certa jovem com o perfume das rosas que lhe vinham desabrochar na janela.
Orgulhosa das ramas que escalavam paredes, de modo a ofertar-lhe as flores,
quis corrigir o jardim, no pedaço de chão em que a planta se levantava.
 
Pequeno monte de terra adubada, a destacar-se de nível, foi violentamente arrancado,
mas justamente aí palpitava o coração da roseira.
Decepada a raiz, morreram as flores.
 
Quantas criaturas estarão resignadas à moradia em situações categorizadas por
lodo, para que as rosas da alegria e da segurança possam brilhar nas janelas de nossa vida?
Aceita os outros tais quais são.
 
Espera e serve.
Abençoa e ama sempre.
O errado hoje, em muitos casos, será o certo amanhã.
O julgamento é dos homens, mas a Justiça é de Deus.
 
Espírito Meimei, por Chico Xavier, obra Amizade.

 

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Discípulos e solidão
A solidão muitas vezes toma de surpresa, discípulos, médiuns, tarefeiros, voluntários ou
mesmo o cristão comum a procura da melhora de si mesmo dentro do Cristianismo Redivivo.
Algumas vezes nos encontramos em desalento, tristes e desanimados. Cuidado ! Não deixe
que esse sentimento se instale, Vigiai e orai!  Isso mesmo, hoje é melhor inverter a máxima
do Cristo, tão  necessária é a atenção com os nossos pensamentos. Mas Emmanuel, através
do querido Francisco Cândido Xavier, nos chama a perseverar na prática do bem comum,
tanto no círculo familiar, sociedade e no centro espírita.

 

Solidão
"O presidente, porém, disse: - mas, que mal fez ele?
E eles mais clamavam, dizendo: - seja crucificado." (Mateus, 27:23)
 
À medida que te elevas, monte acima, no desempenho do próprio dever,
experimentas a solidão dos cimos e incomensurável tristeza te constringe a alma sensível.
Onde se encontram os que sorriram contigo no parque da primeira mocidade?
Onde pousam os corações que te buscavam o aconchego nas horas de fantasia?
Onde se acolhem quantos te partilhavam o pão e o sonho, nas aventuras ridentes do início?
Certo, ficaram...
 
Ficaram no vale, voejando em círculo estreito, à maneira das borboletas douradas,
que se esfacelam ao primeiro contato da menor chama de luz que se lhes descortine à frente.
Em torno de ti, a claridade, mas também o silêncio...
Dentro de ti, a felicidade de saber, mas igualmente a dor de não seres compreendido...
Tua voz grita sem eco e teu anseio se alonga em vão.
 
Entretanto, se realmente sobes, que ouvidos te poderiam escutar a grande distância e
que coração faminto de calor do vale se abalançaria a entender, de pronto, os teus ideais de altura?
Choras, indagas e sofres...
Contudo, que espécie de renascimento não será doloroso?
A ave, para libertar-se, destrói o berço da casaca em que se formou,
e a semente, para produzir, sofre a dilaceração na cova desconhecida.
A solidão com serviço aos semelhantes gera a grandeza.
 
A rocha que sustenta a planícia costuma viver isolada e o Sol que alimenta
o mundo inteiro brilha sozinho.
Não te canses de aprender a ciência da elevação.
Lembra-te do Senhor, que escalou o Calvário, de cruz aos ombros feridos.
Ninguém O seguiu na morte afrontosa, à exceção de dois malfeitores, constrangidos
à punição, em obediência à justiça.
Recorda-te dele e segue...
 
Não relaciones os bens que já espalhaste.
Confia no Infinito Bem que te aguarda.
Não esperes pelos outros, na marcha de sacrifício e engrandecimento.
E não olvides que, pelo ministério da redenção que exerceu para todas as criaturas,
o Divino Amigo dos Homens não somente viveu, lutou e sofreu sozinho, mas
também foi perseguido e crucificado.
 
Emmanuel do livro Fonte Viva, por Francisco Cândido Xavier, FEB

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Por Um Pouco
 
"Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que por um
pouco de tempo ter o gozo do pecado." - Paulo. (Hebreus, 11:25).
 
Nesta passagem refere-se Paulo à atitude de Moisés, abstendo-se de
gozar por um pouco de tempo das suntuosidades da casa do Faraó, a
fim de consagrar-se à libertação dos companheiros cativos, criando
imagem sublime para definir a posição do espírito encarnado na Terra.
 
"Por um pouco", o administrador dirige os interesses do povo.
"Por um pouco", o servidor obedece na subalternidade.
"Por um pouco", o usurário retém o dinheiro.
"Por um pouco", o infeliz padece privações.
 
Ah! se o homem reparasse a brevidade dos dias de que dispõe na
Terra! se visse a exigüidade dos recursos com que pode contar no
vaso de carne em que se movimenta...
Certamente, semelhante percepção, diante da eternidade, dar-lhe-ia
novo conceito da bendita oportunidade, preciosa e rápida, que lhe foi
concedida no mundo.
 
Tudo favorece ou aflige a criatura terrestre, simplesmente por um
pouco de tempo.
Muita gente, contudo, vale-se dessa pequenina fração de horas para
complicar-se por muitos anos.
É indispensável fixar o cérebro e o coração no exemplo de quantos
souberam glorificar a romagem apressada no caminho comum.
Moisés não se deteve a gozar, "por um pouco", no clima faraônico,
a fim de deixar-nos a legislação justiceira.
 
Jesus não se abalançou a disputar, nem mesmo "por um pouco",
em face da crueldade de quantos o perseguiam, de modo a ensinar-nos
o segredo divino da Cruz com Ressurreição Eterna.
Paulo não se animou a descansar "por um pouco", depois de encontrar
o Mestre às portas de Damasco, de maneira a legar-nos seu exemplo de
trabalho e fé viva.
 
Meu amigo, onde estiveres, lembra-te de que aí permaneces "por um
pouco" de tempo. Modera-te na alegria e conforma-te na tristeza,
trabalhando sem cessar, na extensão do bem, porque é na
demonstração do "pouco" que caminharás para o "muito"
de felicidade ou de sofrimento.
 
Emmanuel psicografia de Chico Xavier | Fonte Viva

 

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DESEQUILÍBRIOS.
O início das grandes obsessões é semelhante à pequenina brecha no açude que por
vezes não passa de pedra desconjuntada ou de fenda oculta.
Os desequilíbrios da alma começam igualmente de quase nada, principalmente por
atitudes e sentimentos aparentemente compreensíveis, mas que, em muitas ocasiões,
se deslocam no rumo de ásperas consequências.
 
Desconfiança.
Dúvida.
Irritação.
Desânimo.
Ressentimento.
Impulsividade.
Invigilância.
Amargura.
Tristeza sem nexo.
Grito de cólera.
Discussão sem proveito.
Conversa vã.
Visita inútil.
Distração sem propósito.
 
Na represa, ninguém pode prever os resultados da brecha esquecida.
No caso da obsessão, porém, que, no fundo, se define por assunto de consciência, é
imperioso que todos nós venhamos a reconhecer que, em toda e qualquer crise de
fome, não é o pão que procura a boca.
 
Espírito: Albino Teixeira, por Chico Xavier.

 

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ORAR E PERDOAR.
 
“E quando estiverdes orando, perdoai...” – Jesus.
(MARCOS, 11:25).
 
Como poderá alguém manter a própria consciência tranquila sem intenções sinceras?
De igual modo, poderemos indagar:
- Como sustentar o coração sereno durante a prece, sem análise real de si mesmo?
A oração para surtir resultados essenciais de conforto, exige enfrentemos a consciência
em todas as circunstâncias.
 
Intenções estranhas e sentimentos propositalmente viciados, não se conciliam com o
clima favorável à segurança de espírito.
A coexistência do mal e do bem no íntimo do ser impossibilita o estabelecimento da paz.
Sentimentos odiosos e vindicativos impedem a floração da espiritualidade superior.
A Deus não se ilude.
 
E a oração exterioriza a nossa emoção real.
Dessa maneira, sem a luz da harmonia e do amor, não perceberemos a resposta
celeste às nossas necessidades.
 
A Lei não se dobra às nossas fraquezas, porque a vontade Divina não pode errar com a
vontade humana, competindo-nos o dever de adaptarmos-nos aos Excelsos Desígnios.
Atenta, pois, para as diretrizes que imprimes às tuas preces, na certeza de que o
perdão deve ter presença invariável em todos os nossos atos para que as nossas
petições encontrem livre curso, na direção de Deus.
 
Emmanuel, por Chico Xavier

 

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Endireitai os caminhos
 
“Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta
Isaías.” – João Batista. (João, 1:23.)
 
A exortação do Precursor permanece no ar, convocando os
homens de boa-vontade à regeneração das estradas comuns.
Em todos os tempos observamos criaturas que se candidatam
à fé, que anseiam pelos benefícios do Cristo. Clamam pela sua
paz, pela presença divina e, por vezes, após transformarem os
melhores sentimentos em inquietação injusta, acabam desanimadas
e vencidas.
 
Onde está Jesus que não lhes veio ao encontro dos rogos sucessivos?
em que esfera longínqua permanecerá o Senhor, distante
de suas amarguras? Não compreendem que, através de mensageiros
generosos do seu amor, o Cristo se encontra, em cada dia, ao
lado de todos os discípulos sinceros.
 
Falta-lhes dedicação ao bem de si mesmos. Correm ao encalço
do Mestre Divino, desatentos ao conselho de João: “endireitai
os caminhos”.
 
Para que alguém sinta a influência santificadora do Cristo, é
preciso retificar a estrada em que tem vivido. Muitos choram em
veredas do crime, lamentam-se nos resvaladouros do erro sistemático,
invocam o céu sem o desapego às paixões avassaladoras do
campo material. Em tais condições, não é justo dirigir-se a alma
ao Salvador, que aceitou a humilhação e a cruz sem queixas de
qualquer natureza.
 
Se queres que Jesus venha santificar as tuas atividades, endireita
os caminhos da existência, regenera os teus impulsos. Desfaze
as sombras que te rodeiam e senti-Lo-ás, ao teu lado, com a sua
bênção.
 
Francisco Cândido Xavier - Caminho, Verdade e Vida - pelo Espírito Emmanuel

 

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RENOVAÇÃO NECESSÁRIA
 
“Não extingais o Espírito.” — Paulo. (1ª EPÍSTOLA AOS
TESSALONICENSES, CAPÍTULO 5, VERSÍCULO 19.)
 
Quando o apóstolo dos gentios escreveu esta exortação, não desejava
dizer que o Espírito pode ser destruído, mas procurava renovar a atitude
mentalde quantos vivem sufocando as tendências superiores.
 
Não raro, observamos criaturas que agem contra a própria consciência, a
fim de não se categorizarem entre os espirituais. Entretanto, as entidades
encarnadas permanecem dentro de laborioso aprendizado, para se erguerem
do mundo na qualidade de espíritos gloriosos. Esta é a maior finalidade da
escola humana.
 
Os homens, contudo, demoram-se largamente a distância da grande
verdade. Habitualmente, preferem o convencionalismo a rigor e, somente a
custo, abrem o entendimento às realidades da alma. Os costumes,
efetivamente, são elementos poderosos e determinantes na evolução, todavia,
apenas quando inspirados por princípios de ordem superior.
 
É necessário, portanto, não asfixiarmos os germens da vida edificante que
nascem, todos os dias, no coração, ao influxo do Pai Misericordioso.
 
Irmãos nossos existem que regressam da Terra pela mesma porta da
ignorância e da indiferença pela qual entraram. Eis por que, no balanço das
atividades de cada dia, os discípulos deverão interrogar a si mesmos: — “Que
fiz hoje? acentuei os traços da criatura inferior que fui até ontem ou
desenvolvi as qualidades elevadas do espírito que desejo reter amanhã?”

 

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Pai nosso.
 
“Pai nosso...” – Jesus. (Mateus, 6:9.)
 
A grandeza da prece dominical nunca será devidamente compreendida
por nós que lhe recebemos as lições divinas.
Cada palavra, dentro dela, tem a fulguração de sublime luz.
De início, o Mestre Divino lança-lhe os fundamentos em
Deus, ensinando que o Supremo Doador da Vida deve constituir,
para nós todos, o princípio e a finalidade de nossas tarefas.
 
É necessário começar e continuar em Deus, associando nossos
impulsos ao plano divino, a fim de que nosso trabalho não se
perca no movimento ruinoso ou inútil.
O Espírito Universal do Pai há de presidir-nos o mais humilde
esforço, na ação de pensar e falar, ensinar e fazer.
Em seguida, com um simples pronome possessivo, o Mestre
exalta a comunidade.
 
Depois de Deus, a Humanidade será o tema fundamental de
nossas vidas.
Compreenderemos as necessidades e as aflições, os males e
as lutas de todos os que nos cercam ou estaremos segregados no
egoísmo primitivista.
Todos os triunfos e fracassos que iluminam e obscurecem a
Terra pertencem-nos, de algum modo.
 
Os soluços de um hemisfério repercutem no outro.

A dor do vizinho é uma advertência para a nossa casa.

O erro de um irmão, examinado nos fundamentos, é igualmente
nosso, porque somos componentes imperfeitos de uma
nosso, porque somos componentes imperfeitos de uma
sociedade menos perfeita, gerando causas perigosas e, por isso,
tragédias e falhas dos outros afetam-nos por dentro.
 
Quando entendemos semelhante realidade, o império do eu”
passa a incorporar-se por célula bendita à vida santificante.
Sem amor a Deus e à Humanidade, não estamos suficientemente
seguros na oração.
Pai nosso... – disse Jesus para começar. Pai do Universo...
Nosso mundo...
 
Sem nos associarmos aos propósitos do Pai, na pequenina tarefa
que nos foi permitido executar, nossa prece será, muitas
vezes, simples repetição do “eu quero”, invariavelmente cheio de
desejos, mas quase sempre vazio de sensatez e de amor.
 
Francisco Cândido Xavier - pelo Espírito Emmanuel

 

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Estímulo fraternal
 
“Ó meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas
as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus.” –
Paulo. (Filipenses, 4:19.)
 
Não te julgues sozinho na luta purificadora, porque o Senhor
suprirá todas as nossas necessidades.
Ergue teus olhos para o Alto e, de quando em quando, contempla
a retaguarda.
 
Se te encontras em posição de servir, ajuda e segue.
Recorda o irmão que se demora sem recursos, no leito da indigência.
Pensa no companheiro que ouve o soluço dos filhinhos, sem
possibilidades de enxugar-lhes o pranto.
 
Detém-te para ver o enfermo que as circunstâncias enxotaram do lar.
Pára um momento, endereçando um olhar de simpatia à criancinha
sem teto.
Medita na angústia dos desequilibrados mentais, confundidos
no eclipse da razão.
 
Reflete nos aleijados que se algemam na imobilidade dolorosa.
Pensa nos corações maternos, torturados pela escassez de pão
e harmonia no santuário doméstico.
Interrompe, de vez em quando, o passo apressado, a fim de
auxiliares o cego que tateia nas sombras.
 
É possível, então, que a tua própria dor desapareça aos teus olhos.
Se tens braços para ajudar e cabeça habilitada a refletir no
bem dos semelhantes, és realmente superior a um rei que possuísse
um mundo de moedas preciosas, sem coragem de amparar a ninguém.
Quando conseguires superar as tuas aflições para criares a alegria
dos outros, a felicidade alheia te buscará, onde estiveres, a fim de
improvisar a tua ventura.
 
Que a enfermidade e a tristeza nunca te impeçam a jornada.
É preferível que a morte nos surpreenda em serviço, a esperarmos
por ela numa poltrona de luxo.
 
Acende, meu irmão, nova chama de estímulo, no centro da
tua alma, e segue além...
 
Sê o anjo da fraternidade para os que te seguem dominados de
aflição, ignorância e padecimento.
 
Quando plantares a alegria de viver nos corações que te cercam,
em breve as flores e os frutos de tua sementeira te enriquecerão
o caminho.
 
Francisco Cândido Xavier - pelo Espírito Emmanuel

 

 

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Mãezinha Querida,
 
Enquanto a música festiva celebra a passagem do teu dia na Terra, venho
falar-te a sós.
Sei que te ocultas na humildade, como se não fosses a nossa heroína de cada
Sei que te ocultas na humildade, como se não fosses a nossa heroína de cada
dia, entretanto, estás escondida entre nós, qual estrela brilhante na
escuridão!...
 
Ante os poemas de louvor com que te honram a bênção, entro no santuário
da memória para lembrar-te. E recolho, na concha da saudade, as canções com
que me guardaste o berço, as palavras de ternura com que me deste apoio aos
primeiros passos, o aconchego de teu colo
e o veludo de tuas mãos...
 
Mas revejo, igualmente, o olhar agoniado com que recebias o golpe de nossos
erros e o teu silêncio misturado de lágrimas, quando nosso gesto impensado
te buscava ferir. Nunca falaste em perdão, porque nunca te detiveste nas nossas
faltas, para seres em nossa estrada somente amor.
Sei agora, contudo, quantas cruzes invisíveis de sofrimento te algemamos no
coração...
 
Os dias passaram, ensinando-me o alfabeto da experiência no livro de tua
própria renúncia e eis-me aqui, de alma renovada, para exaltar-te a glória
desconhecida.
 
Quisera ofertar-te os mais belos tesouros do mundo, no entanto, Mãezinha,
o ouro da terra é simples metal duro e frio, quando se trata de brindar
uma estrela... Trago-te, assim, as flores do meu afeto, para que o perfume
da minha oração de enternecimento e alegria desfaleça de amor aos teus
pés, no trono de sacrifício em que Deus te coloca. E estendendo os meus
braços, sequiosos de teu carinho, repito, de novo, em preces:
 
– Estrela divina, envolve-me em tua luz!...
 
MEIMEI
 
(Do livro "Os Dois Maiores Amores", FCXavier)

 

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Viver pela fé
 
“Mas o justo viverá pela fé.” – Paulo. (Romanos, 1:17.)
 
Na epístola aos romanos, Paulo afirma que o justo viverá pela fé.
Não poucos aprendizes interpretaram erradamente a assertiva.
Supuseram que viver pela fé seria executar rigorosamente as
cerimônias exteriores dos cultos religiosos.
Freqüentar os templos, harmonizar-se com os sacerdotes, respeitar
a simbologia sectária, indicariam a presença do homem
justo. Mas nem sempre vemos o bom ritualista aliado ao bom
homem. E, antes de tudo, é necessário ser criatura de Deus, em
todas as circunstâncias da existência.
 
Paulo de Tarso queria dizer que o justo será sempre fiel, viverá
de modo invariável, na verdadeira fidelidade ao Pai que está nos céus.
Os dias são ridentes e tranqüilos? tenhamos boa memória e
não desdenhemos a moderação.
São escuros e tristes? confiemos em Deus, sem cuja permissão
a tempestade não desabaria.
 
Veio o abandono do mundo? o Pai jamais nos abandona.
Chegaram as enfermidades, os desenganos, a ingratidão e a
morte? Eles são todos bons amigos, por trazerem até nós a oportunidade
de sermos justos, de vivermos pela fé, segundo as disposições sagradas do Cristianismo.
 
Emmanuel, Chico Xavier | Caminho, Verdade e Vida

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A POSSE DO REINO

“Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer

na fé, e dizendo que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de

Deus.” — (ATOS, CAPÍTULO 14, VERSÍCULO 22.)

 

O Evangelho a ninguém engana, em seus ensinamentos.

É vulgar a preocupação dos crentes tentando subornar as forças divinas.

Não será, no entanto, ao preço de muitas missas, muitos hinos ou muitas sessões

psíquicas que o homem efetuará a sublime aquisição de espiritualidade

excelsa.

Naturalmente, toda prática edificante deve ser aproveitada por elemento de

auxilio, no entanto, compete a cada individualidade humana o esforço iluminativo.

A Boa Nova não distribui indulgências a preço do mundo e a criatura

encontra inúmeros caminhos para a ascensão.

Templos e instrutores se multiplicam e cada qual oferece parcelas de

socorro ou assistência, no serviço de orientação; contudo, a entrada e posse

na herança eterna se verificará através de justos testemunhos.

Isto não é acidental. É medida lógica e necessária.

Não se improvisam estátuas raras, sem golpes de escopro, como não se

colhe trigo sem campo lavrado.

Não poucos aprendizes costumam interpretar certas advertências do

Evangelho por excesso de exortação ao sofrimento, no entanto, o que lhes parece

obsessão pela dor é imperativo de educação da alma para a vida

imperecível.

Homem algum encontrará o estuário infinito das energias divinas, sem o

concurso das tribulações da Terra.

Personalidade sem luta, na Crosta Planetária, é alma estreita. Somente o

trabalho e o sacrifício, a dificuldade e o obstáculo, como elementos de progresso

e auto-superação, podem dar ao homem a verdadeira notícia de sua grandeza.

GUARDEMOS O ENSINO

"Ponde vós estas palavras em vossos ouvidos." - Jesus. (LUCAS, 9:44.)

Muitos escutam a palavra do Cristo, entretanto, muito poucos são os que colocam

a lição nos ouvidos.

Não se trata de registrar meros vocábulos e sim fixar apontamentos que devem

palpitar no livro do coração.

Não se reportava Jesus à letra morta, mas ao verbo criador.

Os círculos doutrinários do Cristianismo estão repletos de aprendizes que não

sabem atender a esse apelo. Comparecem às atividades espirituais, sintonizando a mente

com todas as inquietações inferiores, menos com o Espírito do Cristo. Dobram joelhos,

repetem fórmulas verbalistas, concentram-se em si mesmos, todavia, no fundo, atuam em

esfera distante do serviço justo.

A maioria não pretende ouvir o Senhor e, sim, falar ao Senhor, qual se Jesus

desempenhasse simples função de pajem subordinado aos caprichos de cada um.

São alunos que procuram subverter a ordem escolar.

Pronunciam longas orações, gritam protestos, alinhavam promessas que não

podem cumprir.

Não estimam ensinamentos. Formulam imposições.

E, à maneira de loucos, buscam agir em nome do Cristo.

Os resultados não se fazem esperar. O fracasso e a desilusão, a esterilidade e a

dor vão chegando devagarinho, acordando a alma dormente para as realidades eternas.

Não poucos se revoltam, desencantados ...

Não se queixem, contudo, senão de si mesmos.

"Ponde minhas palavras em vossos ouvidos", disse Jesus.

O próprio vento possui uma direção. Teria, pois, o Divino Mestre transmitido

alguma lição, ao acaso?